sábado, 7 de abril de 2012
BRANCOS DE OUTONO Bela pedida para enfrentar estes dias não muito quentes
domingo, 11 de março de 2012
HARMONIZAÇÃO
Assim como a harmonia desta foto que misturas cores diferentes a harmonização do vinho com a culinária deve seguir este rumo.
Para quem gosta de vinho como eu, um dia vem a pergunta inevitável. Qual o vinho que devo comprar para acompanhar tais ou quais pratos?
Em princípio parece fácil, mas não é. A regra básica é simples, harmonização não é imposição. É 1 + 1 e não 1 – 1. Não se trata de uma batalha entre vinho e comida. Deve-se somar as qualidades e não subtraí-las.
Mas existem agravantes.
Primeiro pelos amigos. Não gosto de vinho branco, não gosto de espumante, não gosto de rose e assim vai. Em geral sobram só os andinos tintos retintos. Aí complica a vida de quem indica.
Segundo porque não se bebe vinho pela boca de terceiros e sim pelo seu próprio gosto. Assim vejo a difícil tarefa dos atendentes de lojas de vinho. Nunca viram o cliente e pelas poucas informações que este passa deve acertara indicação do vinho de primeira.
Terceiro por alguns pratos que não combinam com a maioria dos vinhos. Comida oriental, estilo Tailandesa, hum que encrenca. Nesta hora o mal amado rose enfrenta todas as situações com galhardia. Mas tem, também, o chocolate cujos taninos se antepõem aos da uva, aqui prefiro um branco, se bem que nunca tive um casamento perfeito. Tem a indicação dos vinhos de sobremesa, que em geral devem ser mais doces que a sobremesa.
Sendo assim, sempre digo aos amigos, este é o momento de harmonização e não de imposição. Se queres beber um vinho tinto retinto, estruturado e volumoso a pleno verão com pratos leves, no mínimo deves bebê-lo sozinho, pois com certeza alguém sairá perdendo.
Por último a geléia geral que os vinhos se tornaram. Meu irmão, ontem, me ligou avisando de um programa no GNT sobre vinhos, peguei somente o final, a parte que peguei eram as pesquisas que são feitas em algumas vinícolas para saber qual o gosto médio dos consumidores e, assim adaptar, comercialmente, os vinhos a este gosto. Sendo assim, na maioria das vezes o vinhos não pode ser ácido demais, estruturado demais, tânico demais, etc.
Aqui vai meu repúdio a esta técnica comercial. No mínimo estão retirando o que há de melhor no mundo do vinho, a diversidade
domingo, 4 de março de 2012
Uma “família” chamada restaurante…

hoje, resolvi falar sobre a responsabilidade que deve estar impressa nessa relação entre funcionário e patrão, que muitos, e eu me incluo, acreditam possa ser algo parecido com a de uma família. E é! Para o bem e para o mal, quem duvida? A estrutura que move a engrenagem de um restaurante é extremamente delicada, pois seus pilares estão apoiados, sobretudo, em seres humanos. Complexos, distintos, repletos de ambições, expectativas e sonhos de diferentes procedências. Dessa engrenagem depende diariamente o rumo de uma história que tem começo, meio e fim, todas as noites. Todos são importantes em seus postos e muitas vezes fora deles também. Todos contam com todos, todos se estressam com todos, todos convivem diariamente com todos. É uma convivência delicada. Acredito que na maioria das vezes estabecida através do respeito e da cooperação mútua. Mas, como em qualquer convivência familiar, tem um dia em que a coisa desanda. Faz parte. São relações humanas! Passam um dia inteiro dedicando à melhorar os pratos para o restaurante, coisa que é prioridade para mim. Vibramos quando o menu foi um sucesso. Mas no outro dia pode ser cobrado Faz parte.
O que não faz parte, em minha opinião, é o descaso. Nem de um lado e nem do outro. É a falta de responsabilidade, a falta de compromisso e de envolvimento, muitas vezes de ambas as partes, noutras só de uma. Não faz parte a falta de compreensão do papel que cada um passa a ter na vida dos outros quando decide fazer parte de uma família como essa. Ou seja, é uma equação complicada, uma família chamada restaurante como bem disse Almoça junto todo dia ,: Janta junto todo dia ,Vive junto todo dia Família! Família!
quarta-feira, 21 de dezembro de 2011
Esta chegando a hora de abrir a adega, e sacar de lá as garrafas mais especiais
Queridos leitores O Natal esta chegado Se existe um dia no ano em que todos merecem um bom champanhe é justamente na ceia, dia de é abrirmos as nossas melhores garrafas e apreciá-las com a família e os amigos. Fica minha dica para vocês tenha oportunidade de coloca em sua mesa os espumantes nacionais são uma ótima pedida: eles estão cada vez melhores e têm preços interessantes. Sejam quais forem as borbulhas, elas são necessárias na mesa natalina, em primeiro lugar, por seu caráter festivo. Não há bebida melhor para celebrações. Mas não é só isso. Esse tipo de vinho é uma companhia perfeita para os pratos mais tradicionais do período. Peru e tender, por exemplo, ficam ainda melhores quando servidos junto de uma flûte bem gelada, com as bolinhas de gás espocando no ar. Mas a mesa de Natal também comporta muitos outros vinhos, que vão se casar perfeitamente com as receitas clássicas.
veja os melhores espumantes nacionais que já degustei. É uma lista que vale apena fazer parte do seu blinde Adolfo Lona Orus Rosé
- Salton 100 Anos
- Don Giovanni Série Ouro 30 meses
- Maria Valduga
- Miolo Millessime Brut 2005
- Dal Pizzol Traditionelle
- Maximo Boschi Speciale
- Chandon Excellence
- Vallontano Brut
Agora é só aproveitar!
Bons brindes!
Portanto, nas próximas postagem vamos fazer um Ceia em harmonia: conhecendo os principais pratos natalinos
terça-feira, 20 de dezembro de 2011
Um brinde a todos!
Quando comecei a escrever este blog eu não tinha muitas expectativas ou ideias de como isto ia ser. Francamente, acho que só quem tem blogs com o objetivo de ganhar dinheiro é que tem expectativas mais concretas. Assim, mais de um ano depois, vejo que o comprometimento é essencial, a informação correta e honesta também, mas o surpreendente é a contrapartida: as pessoas simplesmente aparecem, ficam sabendo, comentam, manifestam-se, polemizam.Para uma pessoa que lida com publico diretamente como eu, isto é um dos melhores exercícios e resultados do que a comunicação humana é capaz.
Alguns outros amigos deste blog nem sempre aparecem nos comentários, pois escrevem para meu email e assim eu entendo que querem que seus comentários sejam preservados, e outros ainda dizem quando me encontram que lêem toda semana. Confesso que não deixo de ficar impressionada com esses leitores que me cativam e impulsionam.
Na verdade, as coisas são simples assim, você se dispõe a escrever e as pessoas se dispõe a ler, se tudo der certo, nos encontramos no meio do caminho, com uma boa taça de vinho.
fique com som da Radetsky March muito executada em Viena na passagem de ano..
sexta-feira, 9 de dezembro de 2011
MUITO ALÉM DO ESPUMANTE
Primeiro um brinde pela excelência que o espumante nacional alcança. Já é um vinho reconhecido internacionalmente. Mas a produção não fica só nas bolinhas. Temos vinhos brancos, roses e tintos de grande qualidade. Temos, como em qualquer outro lugar no mundo, vinhos simples ou ainda, vinhos caros de duvidosa qualidade.
Mas o objetivo deste post hoje é mostra para vocês vinhos, regiões e vinícolas que estão a esmerar-se na excelência de seus produtos com muita tecnologia, descoberta de terroir específico para cada uva e alguns com produção limitada.
Regiões como o vale do São Francisco, serra catarinense, serra do sudeste e campanha, no Rio Grane do Sul, entre outras, começam a investir pesadas somas para alcançar e colocar no mercado vinhos excelentes.
A uva Merlot já tem encontrado lugar seguro no Rio Grande do Sul..
Os brancos tenho apreciado um melhor do que o outro. A Sauvignon Blanc já produz vinhos de qualidade mundial na serra catarinense. A Chardonnay no Rio Grande do Sul já é uma certeza absoluta de vinho agradável.
O que se precisa quebrar é este preconceito contra o vinho nacional. Assim como outras regiões produtoras de vinho, a uva, desde a videira, está sendo, para usar uma palavra da moda, repaginada, para garantir vinhos interessantes. Mais, muitos produtores estão optando por produção limitada de seus vinhos o que os tornam verdadeiras joias engarrafadas. Mas como é vinho nacional muitos consumidores não conseguem enxergar esta qualidade e singularidade a de se produzir poucas garrafas a cada safra.
O Pedras Altas, por exemplo, são 1.500 garrafas da safra de 2009. Dito aqui poucos se importam, se fosse vinho estrangeiro já estariam a falar, pessoal comprei um vinho cujo produtor só colocou no mercado 1.500 garrafas. Ora, quantidade assim é a mesma dos famosos vinhos de boutique ou de garagem que tanto se fala por aí.
Mas não cometam o erro de muitos de compará-lo com vinhos estrangeiros, as vezes de outras uvas e certamente outros terroir. Vamos compará-los aos seus iguais. Vinhos nacionais se compra com vinhos nacionais.
Claro que tem aqueles produtores que já estão vendendo vinho nacional a preços proibitivos a maioria dos bolsos brasileiros, mas estes são um capítulo a parte. Vamos deixar de lado preconceitos e apreciar, comprar, conversar e saber um pouco mais da luta deste produtores para lançar no mercado seus vinhos.
quarta-feira, 30 de novembro de 2011
Vocês Sabem o que é punt ?
. Pois bem punt é o fundo da garrafa é aquele “buraco” que tem no fundo.veja a foto acima Mas ele nada tem a ver com a qualidade dos vinhos, pelo menos não de maneira direta.
Muitos pensam que quanto mais profundo for o fundo de uma garrafa de vinho ou espumante/champagne melhor é o líquido que está ali dentro ou mesmo que ele tem influência na evolução e qualidade do vinho ali armazenado.
Pois o tal de punt, na verdade, é, hoje uma tradição na fabricação das garrafas, ele servia quando as garrafas eram feita artesanalmente para que a emenda do vidro não formasse uma saliência que não permitiria que as garrafas ficassem em pé ou mesmo poderiam cortar que inadvertidamente ali colocasse a mão.
Hoje o fabrico das garrafas é feito com molde e não assopradas como eram antigamente, mas a cultura de fazê-las assim permaneceu. Hoje, a fora as garrafas de espumante e champagne que possuem muita pressão em face da segunda fermentação e aí o punt é necessário para a distribuição desta pressão ou mesmo para acomodar as borras.
De resto serve somente pela tradição, para dar um pouco mais de equilíbrio as garrafas quando estas são postas em pé ou mesmo quando empilhadas. Penso até que algumas máquinas possam usar o punt para a utilização nas esteiras de rodagem.
Portanto, de maneira alguma, este buraco servirá para decidir se estamos na frente de um bom vinho ou não. Nunca devem ser motivo determinante na compra de um vinho. Na verdade é certo que estas garrafas pesadas, com um punt profundo, são garrafas caras e por certo não conterão um líquido de má qualidade. Mas influência direta sobre o vinho ou sua evolução creio que não tem.
Assim ; antes de fazer um exame de toque nas garrafas, leia as informações, principalmente do contra-rótulo ou utiliza-se de vários artigos publicados na internet e nos blogs de vinhos, certamente surtirá melhor efeito do que decidir sua compra pela profundidade do punt.
Ainda bem que ainda não estamos bebendo garrafas e rótulos.
Nem sempre aquilo que parece é..
sexta-feira, 25 de novembro de 2011
O que fazer para ser um chef de cozinha?

Tenho recebidos vários Email e pedidos para escrever um pouco sobre qual o caminho para ser um chefe de cozinha, o que fazer para chega lá?! Eu estou estudando Gastronomia mas não sou chef de cozinha, de qualquer forma escrevo abaixo algumas dicas para ajudar quem está começando ou pretende começar.
O primeiro passo para trabalhar em uma cozinha, ou para qualquer profissão, é paixão, e vocação, a vontade de trabalhar nessa área. Sem isso não vale a pena, como já foi dito aqui o trabalho de um cozinheiro e seu caminho para ser chef é árduo e só quem gosta da profissão e é persistente vai chegar lá.
O segundo passo é procurar uma formação. Pode ser uma faculdade, um curso técnico, vários cursos de curta duração, cursos gratuitos, o que a sua cidade oferecer e você tiver condições de fazer. O mercado está cada dia mais exigente e as aulas vão lhe dar mais técnica e consequentente mais condições de conseguir um emprego em um restaurante melhor ou em um cargo mais alto mais rapidamente.
Caso esteja fazendo uma faculdade ou curso técnico consiga um estágio para ontem. Trabalhe de graça se for necessário - e isso é normalmente o que acontece! O importante é a experiência e o aprendizado que você vai adquirir. Faça quantos estágios tiver a oportunidade de fazer, em estabelecimentos variados e que sirvam comidas diferentes. Assim você vai ter uma visão mais ampla do mercado e poderá escolher no futuro o que realmente gosta de fazer..
Se não conseguir um estágio, ou não puder mesmo fazer um curso, arrume um emprego, nem que seja de lavador de pratos. Muitos chefs começaram assim. Não é vergonha nenhuma, o importante é saber se a empresa/restaurante vai lhe oferecer oportunidade de crescimento e aprendizado. Senão caia fora!
O trabalho ou estágio vai lhe dar prática, coisa que curso nenhum pode ensinar. Além de tudo vai lhe mostrar o ritmo da cozinha e só lá dentro você vai saber se leva ou não jeito para a coisa.
Não se acomode! Procure trabalhar em estabelecimentos diferentes, quando achar que já aprendeu de tudo em algum lugar mude! Dessa forma você vai acumular mais bagagem para a sua profissão porque cada cozinha funciona de uma maneira diferente, preparando pratos diferentes com chefs e cozinheiros de formação variada.
Qualquer bom profissional estuda muito, rala muito, se dedica horrores! Com a Gastronomia não e diferente . Estude, experimente, cozinhe muito em casa, teste receitas e ingredientes novos, converse com os profissionais, leia tudo o que lhe aparecer na frente! Seja curioso! Fique atento às novidades do mercado e coma fora de casa sempre que possível para perceber novos temperos, aromas e sabores. Tente desenvolver sua criatividade e mantenha-se atualizado.
Se tiver oportunidade faça um curso ou estágio no exterior ou em outras cidades brasileiras. Se por exemplo, você tiver interesse em trabalhar com cozinha italiana, um curso na Itália vai valorizar muito seu currículo. Se você é do interior um estágio em um bom restaurante em Belo Horizonte o em outro estado como São Paulo ou do Rio de Janeiro vai acrescentar bastante na sua formação.
Em qualquer trabalho que esteja faça sempre seu melhor, seja prestativo, organizado, responsável e respeite os outros! Dessa forma você vai ser reconhecido por ser um profissional sério e dedicado. Assim fica mais fácil ser indicado para outras oportunidades quando essas surgirem.
Nunca se esqueça de que antes de ser um chef de cozinha você precisa ser um excelente cozinheiro! E além disso deve conhecer como funciona todo o restaurante, entender de gestão, custos, compras, saber lidar com as pessoas, saber liderar e muito mais. Para adquirir essa capacidade estude ainda mais, pratique muito e observe o trabalho de seus colegas e chefes e aprenda com eles.
Para ser um chef de cozinha não é necessário fazer faculdade, mas essa vai lhe ajudar a crecer mais rápido na profissão, vai cortar caminho. Chef de cozinha é um cargo de chefia, por isso é conquistado com o tempo de trabalho. Ninguém sai de uma faculdade formado em chef, o que forma um chef é o trabalho, a experiência. Com muito empenho você vai chegar lá! Boa sorte nas próximas postagem
dicas para escolher uma faculdade de Gastronomia
segunda-feira, 21 de novembro de 2011
CONHECENDO – A HISTÓRIA DO VINHO
Queridos leitores Escrever em blog não é fácil. Tenho leitores de todos os níveis, portanto o que para uns é o óbvio para outros é o desconhecido. Esta postagem e para quem realmente está no início do caminho do mundo do vinho
Vamos aos Primeiros Passos para ajudar alguém a iniciar no vinho.
LEMBRANDO O vinho é o meio do caminho entre o suco de uva e o vinagre. Os açúcares presentes na uva fermentam e transformam-se em álcool. Como o vinho é um corpo vivo e o excessivo contato com o oxigênio o transformará em vinagre.
No tempo dos faraós a grande bebida fermentada era a cerveja. O vinho era utilizado, quando muito para remédio.
Depois no tempo da Grécia antiga o vinho começou a ser melhor pensado e estudado, mas continuou sendo remédio ou utilizado em festas voltadas para as divindades.
Na Roma Antiga o vinho ganhou a conotação atual, passou a ser uma bebida consumida com regularidade e cuidados enológicos mínimos. A expansão do Império Romano Europa adentro levou as videiras, tanto para o oriente como para o ocidente. Um grande impulso internacional para as uvas e os vinhos. Mais ainda, o hábito de beber o vinho está disseminado na sociedade da época.
Depois vieram as Ordens Religiosas que espalhadas, principalmente na França e Itália, os dois maiores produtores de vinho, trataram de desenvolver os terroir e a produção mais qualificada destes vinhos.
Cidades como Beaune, Nuit St George, Barolo, Barbaresco entre outras devem e muito a estes Monges e Monjas.
Por fim o tempo das conquistas além mar espalharam a cultura das videiras para o chamado Novo Mundo, tornando, definitivamente o vinho como uma bebida mundial. Para nossa felicidade Graças .quinta-feira, 17 de novembro de 2011
Conhecendo o VOCABULÁRIO
Todas as profissões ou grupos têm seu vocabulário próprio ou básico. No mundo do vinho não é diferente. Muitas vezes me pego falando sobre algumas questões do vinho e não percebo que nem todos os ouvintes têm a perfeita definição do que é na verdade. Hoje vamos conhecer alguns termos comuns no mundo dos vinhos vamos lá.
SOMMELIER: É um profissional, profundo conhecedor de vinhos e culinária. Ele é o responsável pela sua segurança na hora da escolha no restaurante. Irá verificar, de antemão, a qualidade do vinho e sua harmonização com os pratos a serem sugeridos.
ENÓLOGO: É o responsável, nas vinícolas, pela elaboração do vinho, técnicas de vinificação e o corte, isto é a mistura das uvas ou mesmo a decisão pela elaboração de um vinho varietal ou não.
ENÓFILO: É este blogueiro.Alguém que gosta, respeita e divulga o vinho.
VARIETAL: É o vinho elaborado, predominantemente, de uma só uva. Disse, predominantemente, porque, mesmo que não venha destacado no rótulo é muito comum que seja 90 a 95% de uma só uva.
MONOCASTA ou MONOVARIETAL: Aí sim, é o vinho elaborado com uma só uva.
VINHO ASSEMBLAGE OU CORTE: Vinho elaborado com uma ou mais uvas.
Lembra, nenhum deles é, de antemão, melhor ou pior, que os outros.
TANINO: O tanino é um alcaloide que serve de proteção aos vegetais para que seus frutos não sejam comidos antes do amadurecimento. No vinho está presente nas partes cipal função é ser a viga mestra de umverdes e nas cascas da uvas tintas. A sensação, na boca, é de banana verde. Sua prin tinto, a chave se seu envelhecimento com saúde. Os vinhos de grande guarda, são, necessariamente, tânicos.
BARRICAS DE MADEIRA:
É a famosa madeira tão utilizada quando se descreve um vinho. Ela, na verdade, tem as seguintes funções básicas.
Suas funções:
1- Realizar a micro oxigenação, isto é, a respiração do vinho posto para descansar antes do engarrafamento.
2- Estabilizar a cor do vinho, seja o tinto ou branco. Para o primeiro dar aquela espécie de luz ao vermelho e ao segundo um tom dourado ao amarelo.
3- Fornecer taninos ao vinho. A final o álcool do vinho torna-se um solvente e retira da madeira o seu tanino.
4- Fornecer aromas ao vinho. No carvalho americano a baunilha característica e no francês o café, tostado ou defumado.
5- Arredondar, amaciar ou até mesmo em alguns casos, Tannat, por exemplo, domar os taninos da casta.
Podem ser utilizados carvalhos americanos, francesesTem muita diferença entre eles, principalmente entre o americano e o francês.
A começar pelo preço. O carvalho francês custa o dobro. Mas e por quê? Simples. Como o carvalho francês não é serrado utiliza-se somente 15% para a tanoaria, isto é, para a feitura dos tonéis. Já o carvalho americano mais de 50%.
Mas as diferenças não ficam por aí. No francês, como não há como serrar a madeira preserva sua integridade, inclusive com o sumo interno que será, aos poucos, absorvido pelo vinho, nos diversos usos.
Além do que o carvalho francês tem um crescimento linear o ano inteiro, sendo assim se torna linearmente mais poroso, podendo haver mais contanto com o oxigênio, além da maior absorção de seus taninos e aromas pelo vinho.
Por último dependendo da região em que foi plantado, as principais na França são Limousin, Allier (o da foto acima), Nevers e Vosges. Mais importante ainda, cada uma destas florestas passam ao vinho aromas diferentes, café, torrado, defumado, manteiga, pois possuem madeira com características distintas. Já ao carvalho americano é igual, coco e baunilha.
Portanto, os tonéis de carvalho francês são os mais apreciados, e, também, mais caros, obtendo vinhos de maior complexidade e aromas.
Normalmente o carvalho americano é mais utilizado em vinhos jovens e o francês para os vinhos que vão para a guarda.
Por fim não e tão difícil a simnas pròximas postagem vamos conhecer a història do vinho
segunda-feira, 7 de novembro de 2011
muitas castas são fruto do cruzamento de espécies
Uma das variedades mais conhecidas do mundo, a Cabernet Sauvignon é chamada de “rainha das uvas”. O que pouca gente sabe é que ela é resultado do cruzamento de duas castas diferentes, a Cabernet Franc e a Sauvignon Blanc. Não é o único exemplo: outras uvas nasceram da mistura genética de duas variedades. Algumas são resultado de cruzamento espontâneo, ocorrido na natureza, como a Torrontés, símbolo da enologia argentina. Outras foram desenvolvidas em laboratório, como a Pinotage, ícone da África do Sul, e a Symphony, criada em 1948 na Universidade de Davis, na Califórnia.
— O vinho sempre nos reserva belas histórias. E uma das de que mais gosto é a da Torrontés, que nasceu da mistura espontânea entre a Criolla Chica, nativa da Argentina, e a Muscat de Alexandria, levada para o país pelos colonizadores europeus. É um acontecimento raro — conta Hervé Birnie-Scott, enólogo da bodega Terrazas de los Andes, do grupo LVMH, em Mendoza.
Com essa bagagem histórica aliada a aromas intensos, com notas florais agradáveis, a Torrontés é uma espécie de Malbec branca e dá origem a vinhos com boa relação custo-benefício, como o da Colomé (R$ 41,70, na Decanter, www.decanter.com.br) e o Lo Tengo, da Norton (R$ 29, na Winebrands, www.lojawine brands.com.br).
No último século, o mundo viu também o surgimento de variedades nos tubos de ensaio de universidades e centros de pesquisa. Fazem parte do grupo uvas pouco conhecidas, como a Rebbo, cruzamento de Merlot com Teroldego, cultivada pelo viticultor Vilmar Bettú, que faz vinhos artesanais em Garibaldi (RS). Entre as mais famosas está a Pinotage, nascida em 1925 a partir do casamento entre a Pinot Noir e a Cinsault.
Por ter sido criada na África do Sul, a Pinotage acabou se convertendo na casta mais famosa do país — por lá, é difícil encontrar um produtor que não tenha pelo menos um rótulo produzido com ela, que também dá origem a vinhos rosados, como o Kadette, da Kanonkop (US$ 26,90 na Mistral). Entre os bons exemplares com preços atraentes disponíveis no mercado brasileiro podemos citar o Fleur du Cap (R$ 46,80, da Casa Flora, www.casaflo ra.com.br) e o Danie de Wet Pinotage Bio, De Wetshof (US$ 21,90, na Mistral, www.mistral.com.br).
Outra casta conhecida resultante da mistura de duas uvas diferentes é a Alicante Bouschet, criada na França no final do século XIX. É o cruzamento da Grenache com a Petit Bouschet (que, por sua vez, teria sido originada a partir do encontro da Teinturier du Cher com a Aramon). Geralmente é utilizada em cortes com outras uvas, como o gostoso Monte da Cal (R$ 34, na Winebrands), que tem ainda a uva Aragonês. Por aqui ela também vem começando a se destacar, como na produção do Vinha Maria Reserva, elaborado no Nordeste, misturada com a Cabernet Sauvignon (R$ 34,80, na Winbrands) — o melhor rótulo de que se tem notícia
quarta-feira, 2 de novembro de 2011
NA ESCOLA
Eu sou daquelas que acreditam em escola. Sempre fui melhor para aprender as coisas dentro da escola, escutando um bom professor, do que estudando sozinha. Sei que cada um tem uma maneira de aprender, a minha é essa.
Nos últimos anos tenho estado mais próxima da cozinha estou cursando gastronomia . um curso muito bacana que sempre tive muita vontade de fazer, mesmo sabendo que tinha que ter disposição física necessária para mais esta paixão .digo porque ", literalmente: se você não aguenta o calor, saia da cozinha. Claro que é uma metáfora, mas que funciona à perfeição para os 'aspirantes' a cozinheiro.
Se você não quer se sujar, se não quer carregar caixa, limpar peixe, lavar panelas, estudar muito e passar calor, nem pense em entrar na cozinha.
Mas se essas coisas (apesar de incomodarem às vezes) ainda lhe deixam curioso, ou ainda fazem você ter vontade de 'sujar as mãos', talvez a cozinha seja um lugar legal para você..estou conseguindo perceber como é uma parte da formação de um chef de cozinha. Teoria, teoria e depois prática e mais prática
Ter grandes professor, que prova cada um dos pratos e faz comentários e, , dá notas a cada preparação Tudo é examinado, desde a aparência dos pratos, a forma de servir, a textura quando se coloca o talher e, claro, o sabor. Nesse quesito, aliás, entra o equilíbrio entre sal e pimenta (ou açúcar se for o caso), a oleosidade, a textura em boca e a qualidade do preparo como um todo - onde entram as técnicas aprendidas na escola .
Claro que durante as aulas os professores está atento, circulando, conferindo as preparações, dando informações e corrigindo, pois o objetivo não é reprovar, é ensinar.

Comida servida e provada, é hora de lavar a louça, limpar a cozinha e deixar tudo arrumado, isso também com hora marcada. pensar que fácil ainda precisa estar 'inteiro' ao final disso, pois se fosse numa cozinha comercial voce poderia ser chamado ao salão para falar com um cliente e sua aparência não pode ser a de quem acabou de enfrentar um cão lamacento!
Cozinha não é fácil gente, não é mesmo, que o digam nossas mães, avós, empregadas, que a enfrentam todos os dias pensando em custos, em nutrição, em diversidade.
Fora de casa então, ainda há a pressão de ser servir ao cliente algo que ele não comeria em sua casa (ou até comeria, mas não tão bom), pois ele saiu do conforto de seu lar e decidiu pagar para alguém cozinhar para ele.
A gente quase nunca pensa nisso, certo?
E aprender tudo isso leva tempo, custa caro e ainda demanda sair desse meio dia de aula e ir preparar trabalho escrito, estudar de verdade e fazer prova.
Fácil não é. Mas uma coisa posso dizer como aluna amadora/expectadora: é uma espécie de meditação ativa, pois a cozinha é tão absorvente que por algumas horas sua cabeça fica livre, livre mesmo, de toda espécie de pensamento que não seja relacionado à esse trabalho.
Tudo de bom!
Parabéns aos professora (coordenadora do curso), e obrigado por me ajundar realiza mais um das minhas paixão !
sexta-feira, 14 de outubro de 2011
O QUE É UM BOM VINHO PARA VOCÊ ?

Sempre me pergunta. Qual e o vinho que eu mais gosto? Qual e o vinho bom?
Sempre digo O que é bom para mim pode não ser para outro. A grande magia do vinho é a sua diversidade. Cada garrafa uma surpresa.
Um bom vinho, se ele em qual estilo ou uva for, para mim, de cara, deve me surpreender, Pois bem um vinho que me surpreende já é um bom sinal.
Depois a harmonia deve ser marcante. O vinho tem, basicamente, três elementos que devem andar em harmonia, acidez, doçura e álcool. Se um dos três desequilibra o vinho perde qualidade. Pensemos nos tintos. Firmeza (corpo) vinda dos taninos, acidez refrescante, doçura, entendendo-se aí uvas colhidas no ponto certo e álcool perfeitamente integrado, estamos certamente na frente de um bom vinho.
Para os brancos tranquilos (sem ser estilo espumante ou de sobremesa, procuro acidez, sem ela não temos um bom branco. E acidez no ponto significa menos açúcar da uva, consequentemente menos álcool. De novo o equilíbrio que falei antes.
Nos espumante igual. Não gosto daqueles extremamente secos (menos doces) muito menos dos demi-sec. Prefiro os que nós esvaziamos as garrafas sem se dar conta.
Já nos vinhos de sobremesa o binômio açúcar/acidez deve ser realçado. Na ponta da língua sentimos o doce ao fundo o ácido, portanto um vinho, tido como de sobremesa, deve ser assim, o gole inicia doce e termina ácido, simplesmente perfeito. Pena que muito poucos são assim. Neste quesito os Sauternes, Tokaj e Ice Wine são imbatíveis.
Agora tenho dificuldade de gostar de vinho do Porto tinto, taninos e doçura me complicam. Quanto aos Porto brancos, maravilhosos.
Ah, quanto a harmonia ser de uma só uva (varietal), duo, muito comum entre os andinos, estilo cabernet/malbec ou de várias uvas, como os do Rhône, não há problema algum, mas disse e repito a surpresa e a harmonia me fascinam e tornam aquele vinho apreciado como um bom vinho.
Quanto às uvas? Gosto da Syrah, Chardonnay, Riesling, Vermentino, Pinot Gris, Gewurtztraminer, merlot, cabernet franc, sangiovese, grenache e mouvèdre, certamente estão entre as minhas favoritas.
Mas não esqueçam um bom vinho é aquele que te dá prazer.
sábado, 24 de setembro de 2011
QUAL SERA A DIFERENÇA DO CHILE E ARGENTINA NO MUNDO DO VINHO ?
Na verdade são muitas as diferenças.Começando pela geografia. No Chile há as mais variadas regiões vinícolas, desde o vale del Limari no extremo norte, perto de Atacama até o extremo sul em Bio Bio, patagônia chilena. Normalmente são regiões de baixa altitude, altura média de 400 metros. Há vinhedos perto do mar, caso de Casablanca, Leyda e San Fernando onde as castas brancas se desenvolvem muito bem. Como há o vale central, Conchagua, Rapel e Curicó onde as tintas encontram seu território ideal. A tão desejada diferença de temperatura entre o dia e a noite vem dos ventos marítimos, caso das regiões produtoras de brancos e Pinot Noir, Casablanca, Leyda, San Fernando e, modernamente, Bio Bio e a costa do vale del Maule. Já no caso das tintas o vento gélado l que desce dos Andes e fica represado entre as duas cordilheiras, Andes e Costeira.
A Argentina, não tem vinhedos marítimos bem como não possuem vale entre cordilheiras, sendo assim, a maioria dos vinhedos são de altura. Em Mendonza, principal região produtora, funciona como um grande anfiteatro onde a altura é fator diferencial em qualidade e condições de micro região para as castas. A maioria dos vinhedos estão plantados numa altura média de 800 metros, excluindo Salta, mais ao norte com seu vale del Calchaqui com altura média de 1.500 metros. Tal fato se faz necessário para haver a diferença de temperatura entre o dia e a noite.
Tal diferença geográfica, por si só, de modo geral, indica que o Chile está muito mais propício a produzir brancos de qualidade, pelos seus vinhedos marítimos do que a Argentina. É de se lembrar que a única região argentina que produz, na média, brancos e espumantes de qualidade é a patagônia, vinhedo de planície, à sudeste, quase no nível do mar, mas aproveitando o vento frio que sopra do sul.
Em termos sanitários os vinhedos chilenos pela condição climática do país quase não possuem fungos e pragas que assolam a Argentina, portanto muito menos corretivos químicos são usados nos parreirais. Inclusive a tão propalada ausência da Filoxera que dizem não ter chegado aquele país, mas para mim chegou, pois o Chile não está isolado economica e geograficamente, as mesmas mudas que chegaram na vizinha Argentina com o terrível inseto, também chegaram no Chile, mas por uma ou outra razão ele não se instalou nas videiras.
Já do lado argentino dos Andes as condições de pragas, ventos, granizos e geadas são bem outras. Os verões são quentes e úmidos e é a época mais chuvosa do ano, propício, então para as pragas que podem assolar os vinhedos, sendo, então, utilizados mais corretivos químicos.
É muito comum nos Andes argentinos, onde estão os vinhedos a geada fora de hora e a temida chuva de granizo, no verão, que pode destruir em minutos um parreiral inteiro.
Mas talvez a principal praga seja a formiga preta que destrói tudo o que vê pela frente, inclusive gerou o nome de um conhecido vinho, o Alto de las Hormigas.
A fora os três ventos que compõem a característica de Mendonza. O vento Zonda, na primavera, que vem do oeste e ao cruzar os Andes vindo do pacífico perde umidade e aumenta de velocidade e temperatura causando prejuízos as plantações. O vento polar que vem do sul no outono sendo gelado e seco. E o sudestada que começa no verão trazendo umidade e refrescando os vinhedos a noite.
E, por fim, o governo, no Chile ajudou e muito a produção, melhoria de qualidade e exportação de vinhos, desde o final da década de 80. Já na Argentina os desmandos do governo, sua interferência quase nefasta atrasou e muito a renovação e produção de vinhos de qualidade.
Estas são algumas características e diferenças que consigo lembrar.
ficar com Astor Piazzola e Yo Yo Ma.bom final de semana para todos
domingo, 14 de agosto de 2011
VINHO
Nesta vida tão corrida, a coisa que menos tenho tido ultimamemte é tempo para escrever textos longos Mas com alguns horas de poltrona de avião pela frente, escrever é mais que nunca um ato de entretenimento tem dias que Chegamos em casa cansados e precisamos nos reinventar.para sair do stress e nada melhor que fala de vinhos O vinho é aprendizado de algumas faculdades que não nos ensinaram a desenvolver, como olfato e paladar. Nos ensinaram a falar, ler e escrever, mas não nos ensinaram a sentir e a cheirar. Ao ampliar o conhecimento sobre o vinho certamente estarás redescobrindo a capacidade de cheirar e identificar aromas e sabores.
O vinho junto com a música e a culinária é um dos representantes de uma nação, povo, aldeia, rincão , enfim, é a demonstração, silenciosa, do local onde foi produzido. É uma viagem sem sair do lugar.
O vinho traz muitas mensagens na garrafa. Ao abrir um vinho que nunca apreciei sempre me pergunto . Qual será a mensagem que ela tem?
Quando estou na loja de vinhos, diante de tantas opções, pareço uma criança na loja de brinquedos, fascínio é pouco, os olhos brilham e já imagino como seja este ou aquele vinho de acordo com a região onde foi elaborado.
Vinho também é paradoxo e contraste. Assim como representa a cultura, história e estória do local onde foi feito, alguns até são elaborados exatamente iguais a mais de 900 anos, ele representa, também, toda a inovação tecnologica possível, desde o vinhedo, com estudos sérios e profundos sobre clima, solo e desenvolvimento de clones desta ou daquela casta, passando por alta tecnologia na sua elaboração. Mas quando abrimos a garrafa parece que estamos viajando no tempo e espaço, simplesmente estou ali no local onde foi feito. Quanta alegria ao abrir um Porto? Um Borgonha, Um Piemonte, Um espumante nacional? Cada qual com uma mensagem a ser decifrada.
E as harmonizações? Um mundo que se abre para nós. Harmonizar vinhos é, no mínimo entender de vinhos, culinária e ter saído do lugar comum quando falamos em olfato e paladar. Quanta alegria sinto depois de fazer um belo prato harmonizado vejo o brilho e atenção dos olhos daqueles que degusta e me escutam.
Pensem no prazer de beber um rose de Provence e sintam-se no mediterrâneo, uma Syrah com seus aromas de especiarias, um Malbec e conseguimos ver a paisagem lunar de Mendonza com a cordilheira branca ao fundo, uma Sauvignon Blanc do Loire e sintam a mineralidade deste vinho. Um Chardonnay de Chablis, frescor e acidez no ponto. Uma Sangiovese e seus taninos sempre presentes, quase a gritar por uma pasta.Um Alentejano, vinho forte, encorpado, enfim, há opções para todos os momentos. Nesta corrida vida que tal abrir um Bom vinho para seu pai hoje
Vinho é confraternização,, con(vivência), mesa e experiências compartilhadas.
Como diria Mario Quintana, o melhor vinho não é o mais antigo ou mais caro e, sim, aquele que bebes, em silêncio, com o teu mais antigo amigo.
Abraços a todos os pais, que tenham um Domingo feliz junto com aqueles que mais amam..quinta-feira, 4 de agosto de 2011
DIVERSIDADE Porque o mundo do vinho é grande demais para se ficar parado num mesmo canto.
E não há outra maneira de conhecer o mundo do vinho, senão experimentá-los. sendo a sim Porque não desapegam destas castas e conhecer outras uvas ? quem nunca ouviu fala da Cabernet Sauvignon, Merlot, Chardonnay, Sauvignon Blanc, Syrah qualidade fazem a fama destas castas. Não há loja e supermercado no mundo que não esteja repleto de vinhos destas uvas. Sendo assim Prefiro arriscar em um vinho que não conheço a repetir o que já sei que é ótimo. O inusitado termina sendo o mais saboroso Veja algumas uvas que considero únicas e especiais. Que vale apena conhecer
Na Argentina, mais precisamente no norte, em Salta, vale de Calchaquí, é o berço da Torrontés, uva branca, originária da Galícia, certamente veio na mala de algum imigrante. Nesta região da Argentina produz um vinho aromático, com matizes que vão do floral ao frutado, na boca o prazer é marcante.
Portugal, com mais de 300 uvas indígenas, catalogadas e produzindo vinhos é um paraíso para os amantes do vinho. Tenho duas uva que são minha paixão . A Baga, da Bairrada, manhosa e temperamental. Com altos índices de tanino, assim como a Tannat, precisa ser elaborada por mãos experientes para que seus taninos sejam domados. Ao final, temos um vinho volumoso, forte, de cor escura. Nariz de frutos secos como ameixa, na boca volume, força e certa adstringência, inesquecível, ainda mais se apreciado com um leitão assado. Nas brancas fico com a Encruzado, bela uva do Dão, produz vinhos delicados, aromáticos com mineralidade. Nos bons exemplares nada deve aos bons Chardonnay da Borgonha.
Na Espanha temos a Mencia, que em Portugal também é chamada de Jaen. Bierzo, noroeste, é o seu palco, seus vinhos são picantes, acidez marcante, uma certa dureza que logo nos encanta, vinhos para serem consumidos jovens. Nas brancas temos a Macabeo, chamada de Viura em Rioja. Terra de grandes tintos, mas produz um branco de elite com esta uva. Vinho elegante, acidez no ponto, aromas de frutas de polpa branca, uma delícia.
França, lembrei logo da Pinot Gris, Excelência em brancos, originária da Alsácia, França, uva de casca avermelhada mas produz brancos da elite mundial. Possui homônimas espalhadas por vários países, na Iália, Pinot Grigi e na Alemenha Grauburgunder, entre outros. Mas é na Alsácia que esta casta alcança seu apogeu. Ali em quantidades liliputianas gera um vinho mágico, inebriante e inesquecível. Cor amarelo quase âmbar, nariz flores, frutos de polpa branca, alguma especiaria como canela e zimbro. Na taça untuoso, lágrimas densas e constantes, na boca acidez e doçura no ponto certo.
A Itália entra com a Aglianico e a Fiano, as duas da Campania. A tinta Aglianico é responsável por vinhos de grande longevidade, algo para serem bebidos depois de 10 anos de garrafa. Vinho forte, cor escura, aromas de especiarias, noz moscada e tostado, na boca grandeza total, encorpado um grande vinho. A Fiano é a branca, vinho de acidez forte, mineral e aromática, especial vinho para acompanhar frutos do mar.
Portanto,fica a dicas Arrisque, invista e experimente novos vinhos, assim aumentas teu conhecimentoporque vinho é cultura.








