quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Conhecendo o VOCABULÁRIO



Todas as profissões ou grupos têm seu vocabulário próprio ou básico. No mundo do vinho não é diferente. Muitas vezes me pego falando sobre algumas questões do vinho e não percebo que nem todos os ouvintes têm a perfeita definição do que é na verdade.

Hoje vamos conhecer alguns termos comuns no mundo dos vinhos vamos lá.

SOMMELIER: É um profissional, profundo conhecedor de vinhos e culinária. Ele é o responsável pela sua segurança na hora da escolha no restaurante. Irá verificar, de antemão, a qualidade do vinho e sua harmonização com os pratos a serem sugeridos.

ENÓLOGO: É o responsável, nas vinícolas, pela elaboração do vinho, técnicas de vinificação e o corte, isto é a mistura das uvas ou mesmo a decisão pela elaboração de um vinho varietal ou não.

ENÓFILO: É este blogueiro.Alguém que gosta, respeita e divulga o vinho.

VARIETAL: É o vinho elaborado, predominantemente, de uma só uva. Disse, predominantemente, porque, mesmo que não venha destacado no rótulo é muito comum que seja 90 a 95% de uma só uva.

MONOCASTA ou MONOVARIETAL: Aí sim, é o vinho elaborado com uma só uva.

VINHO ASSEMBLAGE OU CORTE: Vinho elaborado com uma ou mais uvas.

Lembra, nenhum deles é, de antemão, melhor ou pior, que os outros.

TANINO: O tanino é um alcaloide que serve de proteção aos vegetais para que seus frutos não sejam comidos antes do amadurecimento. No vinho está presente nas partes cipal função é ser a viga mestra de umverdes e nas cascas da uvas tintas. A sensação, na boca, é de banana verde. Sua prin tinto, a chave se seu envelhecimento com saúde. Os vinhos de grande guarda, são, necessariamente, tânicos.

BARRICAS DE MADEIRA:


É a famosa madeira tão utilizada quando se descreve um vinho. Ela, na verdade, tem as seguintes funções básicas.

Suas funções:

1- Realizar a micro oxigenação, isto é, a respiração do vinho posto para descansar antes do engarrafamento.

2- Estabilizar a cor do vinho, seja o tinto ou branco. Para o primeiro dar aquela espécie de luz ao vermelho e ao segundo um tom dourado ao amarelo.

3- Fornecer taninos ao vinho. A final o álcool do vinho torna-se um solvente e retira da madeira o seu tanino.

4- Fornecer aromas ao vinho. No carvalho americano a baunilha característica e no francês o café, tostado ou defumado.

5- Arredondar, amaciar ou até mesmo em alguns casos, Tannat, por exemplo, domar os taninos da casta.

Podem ser utilizados carvalhos americanos, franceses

Tem muita diferença entre eles, principalmente entre o americano e o francês.

A começar pelo preço. O carvalho francês custa o dobro. Mas e por quê? Simples. Como o carvalho francês não é serrado utiliza-se somente 15% para a tanoaria, isto é, para a feitura dos tonéis. Já o carvalho americano mais de 50%.

Mas as diferenças não ficam por aí. No francês, como não há como serrar a madeira preserva sua integridade, inclusive com o sumo interno que será, aos poucos, absorvido pelo vinho, nos diversos usos.

Além do que o carvalho francês tem um crescimento linear o ano inteiro, sendo assim se torna linearmente mais poroso, podendo haver mais contanto com o oxigênio, além da maior absorção de seus taninos e aromas pelo vinho.

Por último dependendo da região em que foi plantado, as principais na França são Limousin, Allier (o da foto acima), Nevers e Vosges. Mais importante ainda, cada uma destas florestas passam ao vinho aromas diferentes, café, torrado, defumado, manteiga, pois possuem madeira com características distintas. Já ao carvalho americano é igual, coco e baunilha.

Portanto, os tonéis de carvalho francês são os mais apreciados, e, também, mais caros, obtendo vinhos de maior complexidade e aromas.

Normalmente o carvalho americano é mais utilizado em vinhos jovens e o francês para os vinhos que vão para a guarda.

Por fim não e tão difícil a sim
nas pròximas postagem vamos conhecer a història do vinho

3 comentários:

  1. realmente este dicionário é bem completo.e a forma como você escrever fica mais fácil conhecer estes termos tão diferente para nos iniciantes neste mundo do Baco beijos

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  2. querida Solange Passei a me interessar pelo universo do vinho a uns 6 meses e, desde então, estou lendo bastante a respeito. Só que na teoria, tudo é mais fácil. Por isso, gostaria que você nos relatasse como foi o início da sua relação com o vinho, suas primeiras degustações, impressões e maiores dificuldades.
    Obrigada pelos excelentes posts do Blog.
    Abraço

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  3. Obrigado pelos elogios, Arlindo
    Concordo 100% com suas observações. A jornada da teoria para a prática pode ter suas dificuldades, mas garanto que o caminho pelo menos é divertido. Vou fazer um relato
    abraços

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