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quinta-feira, 3 de novembro de 2011

SAUVIGNON BLANC linda, deliciosa, saborosa e apaixonante

Pensou no verão, calor, praia, piscina, sol e comidas leves, certamente pensará na Suavignon Blanc. Pensou num vinho branco seco, as vezes mineral, as vezes frutado, mas sempre com acidez marcante, pensou num Sauvignon Blanc.

Eis a Sauvignon Blanc, linda, deliciosa, saborosa e majestosa. Nascida em Bordeaux, onde com a Semillon produz um dos néctares dos Deuses, o Sauternes. Junto com a Chardonnay compõe a dupla de uvas brancas ffrancesas hoje tidas como internacionais. E assim o é pela sua versatilidade, produtividade e adaptabilidade.

A Sauvignon Blanc é extremamente sensível ao terroir daonde foi plantada, produzindo, assim, diferentes estilos de vinhos.

Temos os franceses de Bordeaux onde ela não alcança, sozinha sua plenitude. São vinhos, em geral, de médio corpo, acidez na medida e aromáticos.

No Loire, perto da Borgonha já é outra história. Temos dois locais que ficam na memória e qualquer amante do vinho: Sancerre e Pouilly-Fumé, apenas um rio separa geograficamente estas cidades, vejam o linkhttp://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/7/79/Vignobles_val_de_loire.png mas em termos de vinhos, mas quanta diferença. O Sauvignon Blanc do Sancerre é seco, mineral, aromas herbáceos e acidez marcante. O do outro lado do rio, como o nome indica é fumado, tem toques de fumaça e defumado, continua seco e com acidez marcante.

Já do outro lado do mundo encontramos na Nova Zelândia, no norte da ilha sul, mais especificamente em Marborough, um SB extremamente frutado e aromático. Ao abrir a garrafa logo salta ao nariz os aromas de marcujá e melão. Sua importância é tão grande que colocou a Nova Zelândia no seleto grupo de países produtores de vinho de alta qualidade.

Outro SB que me chama atenção são os de Cuyo, Mendonza, Argentina. Muito herbácio. Na boca cítrico, lima-limão típico, acidez elevada e seco. Um grande vinho para acompanhar-nos na praia, piscina e com frutos do mar. Parceria ideal para o camarão, já que ele é um pouco adocicado.

Os SB chilenos também não ficam atrás, os melhores são os de Casablanca, perto de Valparíso. Melhor terroir chileno para brancos e Pinot Noir. Seguem a mesma linha dos argentinos.

No Brasil não podemos esquecer os da serra catarinense, espetaculares, alguns com aromas de amendoas e frutos secos, divinos.

Gosto, também, dos SB sul-africanos, em especial os de Steelbosch, perto da Cidade do Cabo e região mais fria do que sua vizinha Paarl.

Mas apesar de ser uma uva, tida como internacional, ainda prefiro do Loire. Se puderem façam a comparação degustativa dos Sauvignon Blanc do Sancerre e do Pouilly-Fumé uma experiência INESQUECÍVEL.

O certo é que seja de onde for o verão pede um Sauvignon Blanc. Outra lembrança a Sauvignon Blanc dificilmente aceita madeira, portanto se não gosta dos brancos barricados aqui está a dica.











terça-feira, 11 de outubro de 2011

Tannat muito Além

A Tannat está cada vez mais conhecida como a uva nacional do Uruguai, mas o miúdo país dá mostras de que a sua enologia vai muito além dessa casta rústica por natureza, que vem produzindo vinhos elegantes
Rainhas do Piemonte e da Borgonha, respectivamente, a Nebbiolo e a Pinot Noir também
vêm ganhando espaço por lá. E são antíteses da Tannat: originam vinhos que aliam delicadeza e força, frescor e taninos macios. Um dos melhores rótulos feitos no vizinho atualmente é o Vilasar Nebbiolo, das Bodegas Carrau, com aromas de amoras, especiarias e baunilha. As uvas usadas na produção deste vinho, hoje disponível na safra 2000, vieram do mais antigo vinhedo dessa família no Uruguai, que teve uma pequena parcela de Nebbiolo preservada desde sua aquisição, em 1931. É um vinho raro, que pode ter uma
pequena quantidade da uva Marzemino (10%), pouco conhecida e plantada. Por aqui, é possível encontrar algumas garrafas em sites como o Vinhos Net (www.vinhosnet.com.br). A próxima remessa será da safra 2004, já que o vinho não é feito todos os anos.
. A Nebbiolo é a minha uva favorita na Itália. Não se adapta a qualquer clima, é temperamental —

Outra uva italiana que pode originar bons vinhos no Uruguai é a Sangiovese, uma das
apostas da Viña Progreso. Já a Pisano, uma das bodegas mais tradicionais do país, abre espaço para a Pinot Noir em seu catálogo, dominado por ótimos vinhos feitos com a Tannat. O RPF Pinot Noir 2007 (R$ 60, na Mistral, www.mistral.com.br) e o Rio de los Pájaros Pinot Noir 2008 (R$ 40) são vinhos frescos e agradáveis, diferentes da maioria dos exemplares feitos com a mesmo uva no Chile e na Argentina, extremamente maduros,
amadeirados e com aromas doces.

Outro belo vinho dessa bodega é o doce Fabula Late Hasvest (R$ 102,43, a garrafa
de 375ml), com corte de Viognier e Torrontés. Também é inesperado encontrar
um vinhedo que explora a Albariño no Uruguai — não se vê muito esta uva fora da Galícia
ou do Norte de Portugal. E mais impressionante ainda é seu vinho ser muito bom. Pois o
Albariño 2010 (R$ 81,30 na Decanter, www.decanter.com.br) é belíssimo — cítrico e mineral, com uma madeira bem usada e ótima acidez. Vale o preço: é um
dos melhores brancos em sua faixa de preço.

domingo, 3 de julho de 2011

CARMENÈRE – A GRANDE ESTRELA



, Que os vinhos do Chile e Argentina vendem mais que os do velho mundo não é novidade. As razões vão desde o preço até o desconhecimento em relação aos vinhos europeus. Para mim a novidade foi a Carmenère ser a uva mais procurada .muitos querem saber quem e ela ,de onde ela saiu ? muitos confundi com a Merlot então vamos conhecer esta queridinha que faz vinhos maravilhoso envolvente O nome vem da palavra Carmin (cor) em Francês. Esta uva nasceu em Bordeaux, França, mas de lá saiu na mala de algum imigrante. Em sua terra natal deve estar extinta, principalmente porque não gosta de frio. Encontrou no vale do Colchagua, este da foto, as condições ideais para se desenvolver.

hoje vive dias de esplendor. O Chile na busca de uma uva símbolo, assim que descobriu a Carmenère tratou de desenvolver estudos para descobrir como e onde desenvolver a melhor Carmenère. Hoje sabe-se que os melhores vinhos desta casta vêm do Colchagua.

O vale do Colchagua, uma das melhores regiões vinhateiras do mundo fica ao sul de Santiago e entre duas cordilheiras, a menor, segura os frios ventos do oceano Pacífico, e a dos Andes que refresca os vinhedos nas noites de verão. O clima estável, ano a ano, tem invernos rigorosos e verões com noites frescas, ideais para o desenvolvimento da Carmenère.

Um bom Carmenère é um vinho de médio corpo, cor vermelha escura, nariz típico de frutos vermelhos. Na boca é sedoso, aveludado e possui um toque terroso, muito característico.

Veja três excelentes exemplares desta casta:

ODFJELL – ORZADA – CARMENÈRE

A vinícola, fundada por um armador norueguês, Dan Odfjell, que apaixonou por um lugarejo no famoso Vale do Maipo no Chile, vem produzindo vinhos maravilhosos a preços bem razoáveis. Este Carmenère produzido ao melhor estilo andino com concentração de aromas e sabores

Outro Carmenère elabora pela VON SIEBENTHAL, no vale do Aconcagua a nordeste da capital chilena. Trata-se de um Carmenère super sedoso, agradável, encorpado, aromas de ameixas, tâmaras e frutos secos. Elabora mais ao estilo velho mundo, portanto mais tranquilo e elegante.

Por fim o Carmenère da LAURA HARTWIG, vinícola estabelecida no coração de Apalta, no vale do Colchagua. Mais ao estilo moderno com grande concentração de fruto e aromas. Um Carmenère bastante firme e muito parceiro de pratos como uma boa carne assada com molhos encorpados AGORA ESCOLHA O SEU E LEMBRA
a Carmenère produz, sempre um vinho envolvente, sedoso, com taninos bem educados e bastante aromático
que vale a prova

domingo, 22 de maio de 2011

NEBBIOLO esta produzir verdadeiros ícones

Barollo e Barbaresco, duas das cidades que tem na Nebbiolo a sua razão de viver. temos nesta uva a finesse e a delicadeza de um vinho com muita estrutura, taninos extremamente marcantes e muita personalidade por razões de solo e clima, o famoso terroir, garantir a Nebbiolo seu apogeu.

A Nebbiolo cujo nome vem de Nebbia é uma casta tinta que produz um vinho quando jovem produz um vinho de forte acidez e taninos muito firmes. Diria até que logo após ser engarrafado, mesmo depois do estágio em barrica é um vinho intragável.

Mas o tempo em uvas tânicas e de forte acidez faz magias. Depois de um descanso de 8 a 10 anos certamente começamos a ter um vinho esplêndido. Firme, álcoolna medida certa, cor vermelho rubi. Aromas de especiarias, canela, cravo, cereja, ameixa. Ao final o tostado da barrica onde descansou, alguns couro. Na boca o show continua. Encorpado, sem ser pesado, firme e estruturado graças aos seus altos índices de taninos. Um vinho inesquecível.

Importante destacar, novamente, que Barbaresco, , NÃO É UVA E SIM LUGAR, um dos especiais para a Nebbiolo.

O mesmo serve para Barollo com o seu castelo e os vinhedos. É outro lugar onde a nossa rainha Nebbiolo desenvolve seu potencial máximos, colocando-a, certamente, numa das principais castas do mundo vinho ao produzir verdadeiros ícones.

São vinhos caros que precisam de um descanso mínimo de 8 anos. Mas certamente quem o comprar não vai se arrepender. Todo os apaixonados por vinhos deve investir numa garrafa de Barollo ou Barbaresco quando a gente tira a rolha de uma joia dessas consegue entender as razões de tanto apreço por esses vinhos produzidos com a casta nebbiolo.
.

quinta-feira, 12 de maio de 2011

Antes da Pinotage me Apaixonei pela CHENIN BLANC





.muito se fala da casta Pinotage o seus vinhos Mas até agora dos vinhos que apreciei os melhores foram da casta Chenin Blanc.

Casta nômade, tem seu berço na região central do Loire, França, produz lá, vinhos brancos de mineralidade bem acentuada, aromas de frutos secos e com alta tipicidade, lembrando suas primas Chardonnay e Sauvignon Blanc.

Não se dá muito bem em locais fora de sua região de nascimento. Mas quando gosta do novo local produz excelentes brancos.

Na Argentina vem sendo utilizada para dar corpo aos espumantes e mesmo individualmente produz ótimos vinhos. No Chile, ao que me parece tem produção limitada. Brasil e Uruguai nunca ouvi falar.

Na África do Sul, ao contrário, plantada em grandes quantidades, o que chama atenção pois pode produzir vinhos bem rasteiros, vem adotando este país como sua casa adotiva.

Mas confesso, tenho me apaixonado por ótimos vinhos da África do Sul com esta casta. Lá ela produz vinhos mais leves que na França, altamente versátil para combinar pratos e gostos, podendo ser apreciado sozinho, com petiscos ou acompanhando frutos do mar.

E digo, novamente, tenho bebido excelentes africanos desta casta, prestem atenção no produtor e podem comprar que são vinhos ótimos.

Portanto, quando encontra um sul africano desta uva, experimente vai ser paixão a primeira vista




quarta-feira, 27 de abril de 2011

A uva Malbec, ,è o emblema da enologia argentina....




Ao abrirmos uma garrafa de um bom Malbec não nos damos conta o quando ela, e importante para a economia local, do país e o que representa para os inúmeros produtores e trabalhadores rurais.

Tem como berço a cidade de Cahors, sudoeste do país, a mais galo-romana das cidades medievais. Nas encostas do rio Lot estão os vinhedos da Malbec, por lá chamada de Côt Noir ou Auxerrois.

Os romanos já tinham videiras desta uva a qual chamavam de negra de Lot ou tinta de Lot.

Uva de fortes taninos, casca grossa e escura tem um mosto muito tinto. Deve ser muito bem cuidada na vinificação e seus taninos bem domados pelo tempo de hibernação e de barrica, caso contrário difícil de apreciá-la.

Hoje o Malbec argentino serve de porta de entrada para a grande maioria dos consumidores no Brasil. Um em cada dez novos consumidores sabem quem ela é, de onde veio e quais os seus vinhos preferidos feitos com esta uva.

Comigo não foi diferente. Muito Malbec bebi. De um tempo para cá meio que me afastei deles um pouco cansada do estilo tinto retinto e da igualdade no método de produção, mas principalmente porque este estilo de vinho rivaliza com a gastronomia. Fica muito difícil harmonizá-lo a não ser com um assado argentino.

Alguns dias me caiu na mão esta garrafa um Cahors moderno e bem elaborado e pude ver como é diferente seu estilo para os andinos. Digo andinos porque o Chile vem produzindo bons Malbec.


O francês é mais tânico, duro e ácido com mais vocação para a combinação gastronômica. Já os Malbec por aqui mais doces, muita doçura de fruto o que faz com que sejam mais gordos, encorpados e aromáticos.

Cada um ao seu estilo e os dois muito bons. Por fim quero ressaltar que meus Malbec preferidos são os de Salta e Rioja, nordeste da Argentina. Plantados numa altura média bem maior que Mendonza e com mais variação de temperatura entre noite e dia. As frias noites de verão fazem com que a casta tenha mais aromas e trazem ao vinho um estilo mais europeu.

Certo também é dizer que ultimamente tenho apreciado alguns Malbec mais tranquilos mais ao estilo velho mundo, mesmo os de regiões mais quentes nos arredores de Mendonza.

Alèm dos vinho a casta tambèm vem sendo largamente utilizada na cozinha. Aparece no molho de carnes... em bombons... em tortas A Malbec, na maioria das vezes, dà origem a vinhos òbvios, e è possìvel provar dezenas deles, todos iguais. O mercado hoje parece querer vinhos distintos e diferentes, de personalidade. Isso falta â ela.

A Torrontès, por sua vez, vive um bom momento. Os enòlogos estáo entendendo melhor esta cepa branca, que è outra uva emblemàtica da Argentina. Provei vinhos mais leves e frescos feitos com ela, como o Terrazas de los Andes mais vamos fala da torrontès em outras postagem ate a próxima





segunda-feira, 18 de abril de 2011

CABERNET FRANC Para ser apreciada sozinha

Suave e sedutor assim é Cabernet Franc são vinhos companheiros para momentos íntimos onde podemos ouvir uma boa música e ler um bom livro. A Franc saiu do Loire e foi para Bordeaux onde junto com a Merlot e a Cabernet Sauvignon formaram um trio poderoso bordalês. Traz aos vinhos de Bordeaux, perfume e especiarias.

Plantada mundo a fora geralmente utilizada em corte com outras castas. Nos EUA há vários vinhos feitos exclusivamente com a Franc.

Mais perto de nós o Chile e Argentina geralmente a usam nos cortes, mas destaco um varietal que me chamou a atenção. O Loma Larga feito em Casablanca, portanto região fria, feito com esta uva. Vale a prova Ouvindo a música o bass me lembrou a Cabernet Franc


terça-feira, 1 de março de 2011

QUEM É A – PINOTAGE E CHENIN BLANC ?


Africa do Sul, Além da bela paisagem, característica deste país, há duas especialidades que devem ser destacadas. A branca Chenin Blanc e a tinta a Pinotage.vamos fala um pouco sobre esta duas uvas e tira nossa duvidas

Mas quem é a Chenin Blanc?

A Chenin Blanc é uma casta originária da região central do vale do Loire introduzida na África do Sul no século 16 juntos com as primeiras mudas vinda da França, lá também conhecida por Steel. Muito plantada na região de Paarl e Constantia, como é muito vigorosa durante anos deu origem a vinhos populares sem maiores qualidades. Nos últimos 15 anos vem sendo trabalhada de uma maneira mais correta, diminuindo a sua área plantada e melhorando e muito a qualidade dos vinhos.

A Chenin tem por característica a sua versatilidade, produz desde vinhos com baixa acidez a té vinhos com acidez média alta e ligeiramente encorpados. Serve de vinho base para o espumante sul-africano elaborado pelo método Cap-Classique. Pode originar vinhos de colheita tardia ou até mesmo afetados pela podridão nobre, a Botrytis Cinerea.

Portanto a casta é uma das mais versáteis do mundo.

Aqui na África do Sul, hoje, seguramente, se faz Chenin Blanc capazes de rivalizar com os produzidos na França.

Um bom Chenin sul-africano de região mais fria como locais altos e Steelbosch e Paarl, tem um tom mineral, com aromas levemente cítricos, algo como frutos de polpa branca, maçã e pera. Já os de regiões mais quentes tem aromas de abacaxi e frutas tropicais.

AGORA SE ALGUÉM ENCONTRAR UM CHENIN BLANC DE UM BOM IMPORTADOR COMPREM SEM MEDO.

Já a Pinotage, casta tinta é um cruzamento da Pinot Noir com a Cinsault, conhecida em alguns lugares como Hermitage. A Pinot Noir, casta da Borgonha, muita conhecida no mundo alcança seu esplendor na Côte D’Or, Borgonha, França tendo os vinhos Romanée Conti e La Tâche como seu ápice. Já a Cinsault é uma das rainhas do Mediterrâneo e responsável por grandes vinhos, seja em varietal, principalmente nos roses, como os de Tavel, única região demarcada na França autorizada a produzir roses, bem como nos cortes, geralmente com a Grenache.

Pois bem, os Pinotage, casta típica da África do Sul, produzem os mais variados vinhos, talvez daí a dificuldade que se tem de defini-lo. Como disse, a África do Sul é um país que possui muitos micro-climas somado aos mais variados estilos de vinificação, uns com mais madeira outros menos uns colhendo as uvas mais tardiamente outros não, certamente há vários estilos de Pinotage.

Mas em geral é um vinho de cor vermelho escura, aromas de frutos vermelhos e frutas secas. Em termos madeira alguns são mais acentuados com aromas de fumados e café, este último aroma vem do carvalho, se primeiro uso ou não. Interessante destacar que não é a casta mais plantada por lá, perde e de longe para a Chenin Blanc e para a Cabernet Sauvignon.

Eu prefiro um vinho da casta Chenin Blanc porque são mais regulares. mais Já bebi Pinotage maravilhoso VALE A PROVA

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

A VERSÁTIL CHARDONNAY

Hoje vamos conversar sobre a internacional Chardonnay essa (linda folha da foto ) uma das uvas que tenho paixão e escreve sobre e uma tarefa difícil mais vamos lá .

A chardonnay é seguramente a casta branca mais apreciada e plantada no mundo todo. Para muitos a única uva branca que conhecem e gostam. Normal, se pensarmos que a cada 10 vinhos brancos consumido no mundo agora 9 sejam feitos desta casta.

Há os mais variados estilos de Chardonnay na medida em que a casta é extremamente versátil aos terrenos em que plantada bem como o clima da região. Além do que aceita e bem o estágio em madeira.

A Chardonnay de climas mais quentes apresenta-se com mais doçura do fruto, mais frutada e um tanto puxada para o mel e frutas secas.

Em climas mais frios apresenta-se mais ácida, seca e com aromas cítricos.

Quando passada por carvalho apresenta-se mais amanteigada com aromas de baunilha.

MAS NUNCA SERÁ PERTO DO QUE SE APRESENTA EM CHABLIS.

Chablis fica a 100 Km a noroeste de Dijon na final da Borgonha. Climas mais frios, invernos rigorosos e verões curtos e secos. Este clima além de dar muito trabalho aos produtores com geadas fora de hora e chuvas de granizo nos trás safras bem diferentes umas das outras, portanto fique de olho no produtor e no importador.

Mas sem dúvida alguma a região nos traz um Chardonnay completamente diferente dos que aí se vê. Quem não sabe tem dificuldade de aceitar que aquele vinho seco, ácido, aromático, lembrando grama molhada, cítricos, lima-limão e extremamente mineral seja feito da Chardonnay.

A classificação do Chablis varia do básico Petit Chablis, passando pelo Chablis, depois premiere Chablis e chegando ao topo os Grand Cru. Variações de solo, localização do vinhedo e insolação ao final do período de maturação determinam a qualidade final do produto. De novo o terroir da Borgonha influenciando diretamente o produto final.

Um grande rival de Chablis fica na própria Borgonha, mais precisamente na Côte de Beaune, como vimos em post anteriores, Chassagne-Montrachet, Puligny-Montrachet e Mersault que produzem um Chardonnay mais caloroso, amendoado e lembrando frutas secas, como damasco e tâmaras.

Mas seguramente um Chablis está no grupo de elite dos vinhos brancos junto com os Riesling, Semillon, Gewürtztraminer, Pinot Griss e Grünner Veltiner.



quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

PINOT GRIGIO qual é o seu charme?



Qual e o charme da Pinot Griogio muito se fala dela percorri algumas lojas de vinho e vi uma série de novos vinhos desta casta.

.Mas . Quem é esta uva? De onde saiu? Qual o seu charme?

Bem a Pinot Grigio, na Europa Central tem vários nomes. Mas ficamos com este e o nome que tem na Alsácia, Pinot Gris.

É uma uva que foi trazida pelos Monges Cistercienses,. eles durante a Idade Média foram os enólogos da época, trazendo e levando uvas de um país para outro e as aprimorando. A Borgonha e seus Chardonnay e Pinot Noir devem muito a eles. A Pinot Grigio foi trazida do Leste Europeu, mais precisamente da Hungria por eles e plantadas, principalmente na Borgonha, sede da Abadia de Cister.

Dali espalhou pela Europa Central, principalmente França, Alemanha, onde ganha o nome de Rüllender, na Áustria é chamada assim também ou Grauburgunder.

É uma uva cuja casca é avermelhada, por vezes parece uma uva tinta. De cor variando do amarelo palha ao dourado, caso dos alsacianos.

Os aromas e sabores dependem muito do clima, se de regiões frias, fora a Alsácia que pelo solo é um caso a parte, são Pinot Grigio, bem secos, minerais mais ácidos. Se de regiões mais quentes, perde em frescor e acidez mas ganha em aromas e corpo.

Na Alsácia, com seu solo vulcânico, primavera seca e verões cujas noites não são extremamente quentes, produzem um vinho muito aromáico, menos ácido e bem mais encorpado e aveludado.

Na Itália, porto de partida para o novo mundo encontra seu esplendor no Alto Ádige, nos vinhedos da foto acima. O clima frio nas noites de verão garantem uma maturação lenta, principalmente nos últimos 15 dias nos trazendo um vinho com melhor fixação de aromas, seco, ácido e refrescante, bem diferente dos alsacianos ao ponto de pensarmos que estamos na frente de duas uvas diferentes, vale a experiência de realizar uma degustação com os dois estilos.

Em termos de novo mundo se gosta dos bancos mais minerais e ácidos procure os Pinot Grigio de regiões mais frias, como o norte da Califórnia e Oregon, No Chile, Casablanca, na Argentina Lujan de Cuyo, em face da alturaa em que são plantados os vinhedos do Pinot Grigio. Austrália, procure as regiões frias geralmente onde tem bons Pinot Noir temos boas uvas bancas e a Nova Zelândia. Se gosta de Pinot Grigio menos mineral, refrescante e ácido, procure regiões mais quentes fica a dica para conhecer todo chame dessa uva ate a proxima

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

MÂCON – TERRA DE ÓTIMOS BRANCOS

Aqui a termina o reinado da Gamay e entram em cena a Chardonnay e a Pinot Noir. Mâcon, como toda a Borgonha sempre esteve envolvida com os Monges Cistercienses, ordem religiosa da Igreja Católica que teve sua origem na Borgonha por volta do ano de 1100, na cidade de Cister. Estes Monges, após separarem-se dos Beneditinos, espalharam-se pela região da Borgonha e do Loire. Na idade Média, os mosteiros e conventos eram verdadeiras fortificações onde havia uma certa dose de segurança face ao mundo rude que os rodeava. Eles dominavam a cultura, a escrita, o conhecimento, a gastronomia e as técnicas de vinificação. Eles cuidavam dos vinhedos por onde se instalavam.

Em Mâcon não foi diferente. As marcas estão por todo o lugar, vejam a foto acima com uma antiga Capela e os vinhedos a volta.

Mâcon é a maior área produtora da Borgonha de vinhos feitos da casta Chardonnay e Pinot Noir, mas sem dúvida alguma é conhecida mundialmente por produzir vinhos de ótima qualidade em geral brancos.

Com geografia baseada em pequenas elevações seus vinhos são plantados numa altura média de 300 a 400 metros, mais ao norte que Beaujalois, portanto mais frio no inverno e no verão o que afasta a Gamay e trás para cena a Chardonnay e a Pinot Noir.

Claro sem alcançar o glamour e o preço de seus irmãos da Cote D’Or, mas mesmo assim com o selo de ser um vinho da Borgonha, uma das mais abençoadas regiões vinhateiras do mundo.

Mas lembrem-se a Borgonha garante bons vinhos mas não garante bons produtores, principalmente em áreas grandes como é Mâcon. Aqui, mais do que nunca devemos nos basear nos importadores honestos que certamente já separaram, na origem o que é bom ou não.

Começa a aparecer por aqui uma uva branca que estava muito sumida a Aligoté, rival da Chardonnay que produz vinhos ácidos, aromáticos e para serem bebidos jovens. Utilizada, também, para compor a bebida local o Kir que nada mais é do que a Aligoté e creme de Cassis.

Até pouco tempo atrás era produzida sem muitos cuidados técnicos, situação que mudou e bastante nos últimos tempos.

No próximo post vamos falar com mais calma sobre a Aligoté.

Mâcon, então, produz excelentes vinhos para o dia a dia a preços e qualidade mais do que razoáveis, precisa-se, apenas procurar um bom importador.

sábado, 4 de dezembro de 2010

ÚLTIMO REFÚGIO DA ALIGOTÉ

Resolvi dedicar este post para os amantes de um vinho branco de elite

Côte Chalonnaise muito perto da Côte D’Or servem de último refúgio para uma uva fantástica que já foi a rainha das brancas desta região da Borgonha. Casta plantada sem os cuidados ideais para ser utilizada junto com o creme de Cassis para a produção da bebida local chamada Kir.

Era plantada desde Beaujolais até até Beaune, mas perdeu terreno para a internacional Chardonnay. Por sorte hoje esta maravilhosa uva está recebendo o tratamento que merece e vem reconquistando qualidade e os corações dos amantes de um vinho branco de elite. Custando bem menos que os afamados Chardonnay da Borgonha não faz feio algum numa prova de degustação com seus primos.

A Aligoté pode ser classificada nos brancos aromáticos junto com a Sylvaner, Riesling, Pinot Gris, Picpoul de Pinet, Muscadet, Soave, enfim a turma dos brancos leves, ácidos e aromáticos.

Deve ser bebido jovem, o envelhecimento pouco lhe trará de vantagem, muito pelo contrário, irá tirar aquele frescor que lhe é característico.

Gosta de frio por isto são plantados no altos, prefere também, clima bem determinado com invernos fortes e verões quentes e secos. Se trabalhada com o cuidado que merece produz um vinho de cor amarelo palha, aroma de limão e frutas de polpa branca como maçã, pera e pêssego. Na boca um vinho seco, ácido e refrescante. Final de boca prolongado deixando um gosto de frutas cítricas, inesquecível.

Bouzeron, minúscula vila na Côte Chalonaisse é o epicentro desta casta fantástica. A Aligoté é muito usada para compor o sparkling da Borgonha o Crémant de Bourgogne.

Hoje plantada no leste da Europa e na Califórnia.

Não perca esta oportunidade se estiver frente a um destes vinhos podes comprá-lo sem medo algum.