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quarta-feira, 25 de maio de 2011

Barolos e Barbaresco Isso não é uma marca, é uma lenda!



tenho uma queda natural pelos Barolos e Barbarescos, denominações de onde saem, para mim, os melhores vinhos da Itália, entre os maiores do mundo. É claro que tem muita porcaria, que não fazem jus à grandeza dessa duas denominações, e mesmo assim são caros. Mas, quando a gente abre a garrafa de um bom produtor, como Pio Cesare e Gaja, para ficar apenas nos dois mais famosos no Brasil, quando a gente tira a rolha de uma joia dessas consegue entender as razões de tanto apreço por esses vinhos piemonteses produzidos com a casta nebbiolo. Os dois são, em linhas gerais, elegantes, macios e complexos, muito gastronômicos, com bastante corpo e ótima acidez. Há quem diga que o Barolo é masculino, mais potente, enquanto o Barbaresco seria feminino, mais delicado. Bobagem.mais a comparação,faz algum sentido, porque de fato o Barolo é mais musculoso.

Em termos gastronômicos, vão bem com pratos de caça, e são a melhor companhia para receitas com trufas. Apesar de serem ótimos à mesa, são também dois dos melhores vinhos para serem apreciados sozinhos, numa roda de amigos, de preferência falando de outras das boas coisas da vida.
Beber um Barolo ou um Barbaresco de produtores confiáveis é sempre a garantia de um momento sublime. Hoje já podemos abrir uma garrafa dessas com cinco anos e ter imenso prazer. Mas, para podermos apreciar esses vinhos na sua plenitude, é preciso esperar pelo menos dez anos. E, para os grandes Barolos, 20 anos, no mínimo, seria o ideal. Só assim entendemos o que é um Barolo. conhecer os vinhos do Pio Cesare, foi inesquecível para mim provamos alguns durante um jantar bem gostoso com belos vinhos. Destaco o Piodilei Chardonnay 2008, feito com uvas plantadas num antigo vinhedo de Barbaresco, untuoso e amanteigado, com notas de de casca de limão, abacaxi em calda e baunilha, além de toques de frutos secos e boa mineralidade; o Fides 2007, um Barbera que parece até Barbaresco, e as estrelas na companhoa, os Barolos (o Ornato 2006 é uma preciosidade) e os Barbarescos (o Il Brico este a primeira vez a gente nuca esquecer ).
Foi uma linda noite , como não poderia deixar de ser com esses vinhos, mas o melhor ainda estava por vir.

Sabia que viria coisa muito boa pela frente.. E foi um delírio.
Éramos uns seis ou sete na mesa,.
Primeiro, o Barolo Aldo Conterno 1989, Vigna Colonello, Bricco Bussia. O que dizer desse vinho, de grande safra, produtor excepcional e vinhedo especial? Na cor, está com lindos tons atijolados, com reflexos alaranjados, uma beleza. Só de olhar vemos que o vinho está no ponto. No nariz, uma multidão de aromas, com especiarias, cerejas, frutas em compotas e notas florais, com algo cítrico, e notas mais sérias, como couro. Na boca, tem uma textura aveludada, mas escorre pela garganta como cetim. Uma acidez brilhante garante ainda muitos anos pela frente. Um vinho de meditação.
. Que momento histórico.
Depois, Barolo Mascarello Monprivato 93, outra grandiosidade da enologia fruto do trabalho de um grande produtor. Mais escuro e espesso que o anterior, revela adoráveis notas de trufas e cogumelos, além de rosas, frutas secas.. Na boca é macio e corpulento, com bom volume e taninos ainda presentes, mas macios, macios, macios. Uma beleza.
Encerramos em França, apreciando um Alain Michelot Nuits St. Georges, Les Vaucrins, 2002. Muito bom também, mas nem tanto. E hoje o tema é Itália.
Foram muitos vinhos, e fiquei meio boba, Barolos e um Barbaresco: e um sonho de qualquer enófilo! nas próximas postagem vamos fala de trufas brancas Mas isso é assunto que fica para amanhã



sexta-feira, 22 de outubro de 2010

CONHEÇA TODOS SABORES QUE A VIDA RESERVA PARA VOCÊ Cave Geisse

Quando FERNANDA me convidou para uma degustação dos espumantes Cave Geisse, além da satisfação de provar 4 rótulos de uma só vez, aflorou aquele velho orgulho de saber que na minha terra são produzidos espumantes nacionais com qualidade tal que podem encarar de frente os monstros sagrados de Champagne

Durante esta semana elegemos as melhores indicações de vinhos feitas ao longo do ano Eleger os melhores é uma daquelas circunstâncias em que se faz justiça a um enquanto muitos são injustiçados. De qualquer forma, resolvemos corremos o risco. O critério adotado foi principalmente a relação preço qualidade dos vinhos em cada uma das categorias:, Espumante Nacional. Nesta degustação apontamos.

Entre os espumantes indicados este ano, destacamos um produto nacional. Elaborado por Mário Geisse que sem sombra de dúvida é uma das grandes referências em espumantes no Brasil, o Cave Geisse Brut já tinha degustado pela primeira, em dezembro de 2009 na minha seleção de espumantes para o final do ano. Enólogo de carreira internacional e profundo conhecedor do solo da região, há 30 anos o chileno Mario Geisse fincou vinhas nas terras de Pinto Bandeira, nos arredores de Bento Gonçalves. Desde então, vem produzindo um dos melhores espumantes do país.

A degustação foi conduzida por um das melhores sommelier de são PAULO, que transmite um entusiasmo tal pelos espumantes que mais pareci, ela mesma,a enóloga! Ela foi um das responsáveis por uma noite extraordinária! Fomos recebidos com o agradável Espumante Amadeu Rosé Brut, com aromas de morango. Mas a degustação começou mesmo com o Espumante Cave Geisse Nature 2005, aromas florais, com frutas maduras, mel, e na boca excelente acidez, crocante e persistente! Um fantástico vinho!

Seguiu o Espumante Cave Geisse Brut 2005,
Esse espumante tem um fator interessante, que é a ausência de licor de expedição e (claro) zero de açúcar.
Feito com Chardonnay e Pinot Noir, tem uma cor parecida com o anterior, mas um pouco mais clara. No nariz saltaram aromas de damasco fresco, aquele pêssego bem branquinho e um pouco de abacaxi.
Na boca, tem uma ótima cremosidade e uma excelente acidez. Seu final é macio e persistente. Um ótimo espumante
Espumante Cave Geisse Terroir Nature, com perlage fina e duradoura, e aromas florais, de maçã, leveduras, com bastante corpo e bem equilibrado.

E aí, encerramos a seqüência de espumantes com o inesperado Espumante Cave Geisse Brut 1998, um vinho surpreendentemente fresco que se aproxima da zona de perfeiçãoque se saber ,´so e atingida por alguns (poucos) Aromas de amêndoas e café, e na boca intenso, complexo e vibrante! Fabuloso!

Só pra constar (pois os detalhes virão em outro post), ainda tivemos a degustação do El Sueño, um Carmenere feito no Chile pelo Sr. Mario Geisse e pra terminar, um espumante Moscatel.

Após conhecer a linha de espumantes da Cave de Amadeu (Amadeu e Geisse), posso dizer que recomendo fortemente para quem procura um bom produto nacional.

Um abraço

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

A sua visão dos vinhos da Espanha nunca mais será a mesma


no último dia 06/10/2010.a CASA DO PORTO FEZ APRESENTAÇÃO dos novos rótulos da Espanha A seguir,vamos conhecer cada um vinho . Foram sete tintos e um vinho doce E um branco, a maioria orgânicos e/ou biodinâmicos, e são novidades no portfólio da Casa do Porto, e inclusivo. O serviço dos vinhos foi conduzido com maestria pelo, o competente sommelier Ariel Perez

Vinhos degustados:

ZERBEROS PIZZARRA 2006

CONDITA 2007 DE JESUS RAMIROS

BODEGA RAMIROS ‘SWINE CELLAR

ESTELA SOLERA

ANTONINO IZQUIERDO 2006

RAMIROS 2006

CESAR PRINCIPE 2006

ZERBEROS ARENA 2007

Nas próximas postagem vamos conhecer os produtores regiões e claro o meu comentário Todos os vinhos degustados são vendidos com exclusividade da Casa do Porto E para quem degustar os vinhos da espanha que seja um prazer que nunca mude.. um abraço
Sion - Belo Horizonte
Av. Nossa Senhora do Carmo, 1650, lj 03, Sion
Belo Horizonte - MG CEP 30330-000
Telefone:
(31) 3286-7077
E-mail:
bh@casadoporto.com

sábado, 25 de setembro de 2010

Entendendo de onde vêm os aromas que só os experts sentem nos vinhos.


É importante saber que, tudo de bom e ruim que acontece com a uva antes desta se transformar em vinho vai determinar a variedade, a complexidade, os tipos de aromas e sabores que vão surgir na taça. Também é de suma importância atinar para o fato de que o olfato e o paladar são sentidos individuais e a percepção depende, inclusive, da memória olfativa de cada um. Aqui vão algumas dicas para se iniciar no mundo mágico do reconhecimento dos vinhos.


Aprendendo a cheirar

1- Para reconhecer cheiros (aromas) presentes nos vinhos, é preciso ter um conhecimento prévio do aroma, para isso deve-se prestar atenção em todos os aromas que te cercam, uma boa dica é ir ão mercado cetral , feira de frutas, casas de chá, mercado de flores e raízes para garrafadas e etc, pois só assim você será capaz de reconhecer um aroma. Não é possível reconhecer o aroma de café torrado sem tê-lo sentido alguma vez na vida.

2- Pegue um bom Pinot Noir chileno. Gire a taça para oxigenar o vinho e liberar os aromas. Se a taça for mais fechada na borda que na base, os aromas ficarão concentrados no loung entre o vinho e seu nariz. Introduza o nariz lá dentro e aspire atenta e lentamente. Você sentiu algo que parece morango e violetas? Esses aromas, típicos de vinhos jovens, são produzidos pela própria uva (aromas primários). Isso porque a uva, sendo parte do reino vegetal, é sócia das mesmas estruturas químicas das outras frutas, legumes e ervas. A Cabernet Sauvignon, por exemplo, tem o mesmo composto químico que nosso nariz pode associa ao pimentão verde.

3- Olhe para sua taça e imagine que há camadas com dezenas de aromas. Lá no fundo existem alguns que só vão aparecer mais tarde: à medida que o vinho reage com o ambiente, e os aromas mais escondidos vão aos poucos aparecendo. Sentiu algo parecido com madeira ou, mais precisamente carvalho? Isso vem dos próprios barris onde o vinho foi fermentado ou envelhecido - estes aromas são os secundários, aqueles que o vinho ganha com os diferentes métodos de vinificação.

4- Agora vamos aos aromas terciários, que vêm com o tempo de envelhecimento. São aromas muito sutis, profundos, difíceis de perceber.
Alguns aromas que você poderá perceber em vinhos são: casca de abacaxi, baunilha, alcatrão, cravo, canela, carvalho, caramelo, ameixa, cereja, florais, limão e cítricos em geral, e muitos outros. Esteja pronto pra curtir.

sábado, 11 de setembro de 2010

DEGUSTAR

Degustar nada mais é que: beber ou comer com atenção, não se menospreze, qualquer pessoa pode ser um(a) degustador(a) de vinhos ou qualquer outra coisa, não é necessário fazer cursos ou ler livros. Nós brasileiros temos o hábito de comer e beber de maneira muito casual, somos adeptos aos serviços de rodízio, buffet, fast-food, ou seja, comemos o mais rápido possível, para sobrar mais tempo para trabalhar ou fazer qualquer outra atividade.

Essa característica de comer rápido, e sem a devida atenção, transforma os alimentos (inclusive a bebida) em meros “combustíveis” para nossa existência, e isso é terrível. Não há nada melhor que saborear um bom prato acompanhado de um bom vinho, na companhia de quem a gente gosta.

Deveríamos comer e beber como os argentinos, um simples café num bar requintado em Buenos Aires custa uma pequena fortuna (se comparado aos preços daqui), explico, um cidadão argentino quando chega num bar desses e pede um café, ele lê um jornal inteiro antes de terminar a xícara, realmente sente prazer naquele momento

Todos esses argumentos levados em consideração, devo dizer que no que se diz respeito a comida, o melhor serviço para se fazer uma boa degustação é o Francês, nesse serviço os garçons trazem os pratos montados, primeiro as saladas ou cremes, depois um prato intermediário, e depois o principal. Para o Chef, um prato depois de montado é uma obra de arte, que deve ser respeitada e admirada por todos, dessa maneira comendo devagar, saboreando a comida, estaremos fazendo à prática da degustação sem dúvida nenhuma.

Quanto ao vinho, existem alguns pontos que podem nos ajudar a melhorar a experiência de prova:
• A maioria das degustações profissionais são feitas pela manhã, os especialistas afirmam que no período matutino nossos sentidos estão aguçados, e assim poderemos analisar com mais facilidade as características organolépticas do vinho.

• A temperatura ambiente ideal é de no máximo 24ºC, mas se não houver outra maneira, pode pular essa orientação, afinal estamos no Brasil (que calor!).

• A mesa tem que ser coberta por uma toalha branca, para que a cor da toalha não atrapalhe no momento de observar a cor do vinho, se você não tem toalha branca, pode colocar a taça sobre um guardanapo branco.

• Dê preferência a taças com vidro fino, borda fina, com bojo grande e haste longa, para saber mais detalhes sobre as taças e sua importância no momento da degustação

• Os vinhos demonstram suas melhores qualidades quando são servidos nas temperaturas corretas, para saber mais sobre as temperaturas corretas para os tipos diferentes de vinhos NESTE BLOG TEM

• Tenha à mão um bloco ou caderneta para anotar as impressões que você sentiu ao provar aquele vinho. Primeiro ponto a observar: a cor e a limpidez da bebida, segundo ponto: qual(is) aroma(s) aquele vinho exala, terceiro ponto: o sabor e a permanência que aquele vinho trás à boca. Aos poucos você vai afinando seu paladar, garanto que em breve poderá fazer dessa experiência um saboroso hobby.

Separei esse vídeo sobre degustação, por abordar bem o ato de degustar (um pouco exagerado, mas ajuda a compreender):

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

IMPRESSÕES SOBRE A DEGUSTAÇÃO – HERDADE MONTE DA CAL – JOVEM AINDA


Estamos diante de um belíssimo vinho alentejano feito, baiscamente com castas nativas, Trincadeira e Alicante Bouschet. Um vinho ainda jovem, mesmo sendo safra 2005. Tal como um adolescente,um pouco desajeitado, força excessiva, uma certa acidez demasiada, uma certa dureza que não condiz com a elegância na qual se tornará ese vinho.
Certeamente deve passar por mais uns três a quatro anos de garrafa, aí sim estará em seu esplendor.
Cor vermelho rubi, sem arroxeados na borda, portanto indicando um vinho que certemante evoluirá na garrafa, nariz herbáceo e mineral, na boca força,vigor, acidez refrescante e algo de geleia e compota. Retrogosto prolongado.
Importante destacar que a Trincadeira, também chamada no Douro de Tinta Amarela, precisa de muito calor para desenvolver seu potencial, por isto é uma das castas tradicionais de Alentejo. Mas como tinha dito precisam de tempo de garrafa para que possam dizer ao mundo porque vieram. Quando “envelhecidas” na garrafa, desenvolvem espciarias, como nozes, cravo e pimenta.
Me lembrei deste vinho com bom lombinho de porco com molho de ameixas e damasco.
Portanto, tal como os relógio de Salvador Dali da foto, deve-se deixar o tempo agir sobre este vinho. Certamente este mostrou todo o seu potencial,mesmo jovem.

domingo, 8 de agosto de 2010

Meu modelo de avaliação


EU A partir deste momento, não utilizarei nas minhas avaliações a classificação de 0 a 100 pontos, porque acho que esta tarefa cabe aos críticos especializados, dessa maneira, não me atreverei mais em utilizar a classificação dos 100 pontos. Portanto, utilizarei uma escala de avaliação que acho justa, ver abaixo:
1- Desagradável – vinho defeituoso;
2- Tedioso – vinho que não agradou;
3- Vinho corrente – suficiente, simples, de qualidade padrão;– simples, de qualidade padrão;
4- Bom – agradável com características marcantes;
5- Muito bom – muito agradável, um vinho acima da média, características marcantes;
6- Excelente – um vinho grandioso, encantador.
Como um apaixonado pela vitivinicultura, devo lembrar que o vinho é muito mais que um simples prazer gustativo, não devo pensar só em termos de números, mas tentar compreender em cada vinho o que ele tem para nos seduzir (visual, aroma, gosto, sentimentos, “terroir”).

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Degustação de Vinhos


Exame Visual

Deve-se colocar uma quantidade de vinho correspondente a 1/3 ou, no máximo, metade do volume da taça.
Inclina-se suavemente a taça de modo a melhor visualizar a superfície de vinho a ser observado que se torna elíptica e, portanto, maior.
Contra um fundo branco (uma folha de papel, um guardanapo ou a toalha da mesa) devem ser observados os seguintes aspectos:
1. LIMPIDEZ
Os vinhos de longa guarda, onde os melhores exemplos são os vinhos do Porto Vintage, os grandes Châteaux de Bordeaux e Barolos, com o tempo, vão formando depósitos no fundo da garrafa e, se agitados, dispersam-se no vinho. Exceção feita a esses vinhos, todo vinho correto deve apresentar-se límpido, isto é, sem partículas em suspensão e sem depósito. A presença dessas partículas, geralmente, indica que o vinho é mal feito ou está deteriorado.
2. TRANSPARÊNCIA:
Um vinho correto não pode estar turvo, deve apresentar-se transparente. Isto pode ser constatado colocando-se por baixo da taça um papel contendo texto. Observando-se através do vinho deve-se conseguir ler a palavra. Vinhos deteriorados geralmente ficam turvos.
3. BRILHO:
As características de limpidez, viscosidade e transparência reunidas causam reflexos intensos nos vinhos, os quais podem apresentar um aspecto brilhante. Em princípio, não é um sinal absoluto de qualidade, mas os grandes vinhos em geral apresentam brilho intenso.
4. VISCOSIDADE:
Todo vinho deve apresentar viscosidade, que é uma certa aderência do líquido nas paredes da taça, Quando é agitada e colocada em repouso, o vinho escorrerá da parede da taça, lentamente, em filetes, denominados lágrimas, pernas ou arcos. A formação das lágrimas é devida à tensão superficial e evaporação de álcoois do vinho, especialmente o glicerol (também chamado glicerina). Um vinho com pouca densidade é um vinho "aguado", escorre rapidamente nas paredes da taça, o que indica que esse vinho terá pouco corpo, e não terá na boca aquela sensação aveludada.
5. GÁS:
A maioria dos vinhos no mundo são vinhos "tranqüilos", isto é, sem gás. Somente os vinhos espumantes (Champagnes, Asti, etc.), e os frisantes (Frascati, Lambrusco, Vinhos Verdes portugueses, etc.) devem apresentar gás carbônico, observável na taça.
6. COR:
A cor de um vinho deve ser examinada cuidadosamente, pois fornece informações importantes sobre o vinho. Depois da observação geral da cor, inclina-se a taça, e examina-se a superfície do vinho que tem forma elíptica.
Poderão ser identificadas duas regiões: a região central ou olho onde a cor é mais concentrada, e a borda periférica ou anel que tem cor menos concentrada, pois o volume de vinho é menor nessa região e a cor fica esmaecida.
Com o envelhecimento, os vinhos tintos vão tomando tonalidade alaranjada e chegam até à cor de tijolo. Embora o olho possa ainda estar vermelho intenso, a mudança começa a ser percebida no anel. Já nos brancos o envelhecimento provoca mudança de cor amarelo palha para dourado.
RESUMO DAS PRINCIPAIS VARIAÇÕES DE COR
TINTOS JOVENS: De violeta pálido a rubi intenso
TINTOS MADUROS: De rubi pálido com reflexos alaranjados a marrom tijolo (âmbar)
BRANCOS JOVENS: De amarelo palha com reflexos esverdeados ou com reflexos dourados
BRANCOS MADUROS: De levemente dourado a intensamente dourado
ROSÉS JOVENS: De rosa claro à rosa escuro
ROSÉS MADUROS: De rosa escuro com reflexos dourados até ambar