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domingo, 26 de fevereiro de 2012

A Alsácia proporciona belos passeios também alguns dos melhores vinhos brancos do mundo

Bela e única Alsácia. Pequena região francesa que une a pragmática Alemanha com o charme da França. Fronteira móvel, região que sofreu muitas guerras ao longo da história já foi da Alemanha e depois voltou para a França, hoje, a é um amálgama perfeito entre estes dois países.

Em seus 170 quilômetros de extensão produz vinhos brancos secos e bastante aromáticos e uma combinação ímpar entre açúcar, acidez e álcool, sendo um dos melhores, senão o melhor berço das castas brancas no mundo.

Minha região favorita em se tratando de vinhos brancos. Tem de todos os tipos, do mais seco ao mais doce, do mais aromático ao mineral, incluindo aí seu Crémant (sparkling). Eu como gosto e muito de vinhos brancos fico também por aqui no verão.São também vinhos que formam grande parceria com a gastronomia local, vão muito bem com a culinária alemã, com comidas mais leves e enfrentam com maestria pratos orientais.Ali encontraram refúgio seguro castas como Sylvanner, Riesling, Gerwurtztraminer, Pinot gris e Pinot Blanc. Mas a beleza de hoje não traduz explicitamente a luta dos produtores locais. Desde sempre foi uma região disputada e palco de muitas guerras. A paz que reina hoje é fruto da luta incansável de seus produtores. O clima sempre frio mesmo no verão somado ao tipo de solo favorece amplamente as castas brancas. São elas:

SYLVANNER: Produz vinhos muito semelhantes aos Riesling mas sem a complexidade desta, por outro lado, requer menos atenção do que a Riesling, precisa de menos sol e calor, seus vinhos têm cor amarelo, quase transparente, aromas mais florais, acidez bem mais educada do que a Riesling, são vinhos para serem consumidos logo, de preferência um ou dois anos depois da safra.

RIESLING: Não vamos confundir a Riesling Renana, da qual estamos a falar com a Riesling Itálica, utilizada nos espumantes nacionais.

A Riesling Renana tem como seu berço os vales dos rios Saar, Ruwer e Mosela, todos no nordeste da Alemanha. Foi introduzida na Alsácia pelos alemães. Aqui com invernos rigorosos e os verões amenos, a Riesling adaptou-se bem, tem geralmente baixo teor alcoólico, algo perto de 12 graus,o que é uma dádiva em face destes quase vinhardentes que são vendidos hoje. Este mesmo frio ajuda para que a casta seja aromática, refrescante e extremamente longeva. Há exemplares que aguentam muito bem até 10 anos de garrafa.

PINOR GRIS: Originária da Alsácia, França, uva de casca avermelhada mas produz brancos da elite mundial. Possui homônimas espalhadas por vários países, na Iália, Pinot Grigi e na na Alemenha Grauburgunder, entre outros. Mas é na Alsácia que esta casta alcança seu apogeu. Ali em quantidades liliputianas gera um vinho mágico, inebriante e inesquecível. Cor amarelo quase âmbar, nariz flores, frutos de polpa branca, alguma especiaria como canela e zimbro. Na taça untuoso, lágrimas densas e constantes, na boca acidez e doçura no ponto certo.

GEWÜRTZTRAMINER: A Traminer, mãe das castas Traminer, como a Traminer Rosa ou Savigny e da Gewürtztraminer é da região do Alto Adige (Itália) na antiga Süd Tirol. A Gewürtztraminer, é uma uva de casta rosada baixa produção, na Alsácia alcança sua plenitude, tanto em vinhos jovens como nos colheitas tardias para o vinho doce. Vinhos de cor âmbar possuem aromas variados e exuberantes que caracteriza Gewurztraminer. O bouquet é intenso e complexo, oferecendo uma explosão de frutas exóticas (lichia, maracujá, abacaxi, manga), flores (especialmente rosa), frutas cítricas (casca de laranja) e especiarias (gengibre, pimenta, cravo e pimenta) contribuem para dar a estes vinhos uma característica única.

PINOT BLANC: Casta originária da Borgonha, adaptou-se muito bem na Alsácia por ser resistente ao frio. Gosta de solos pedregosos que mantém o calor mesmo em dias mais frios.

É muito utilizada para a produção do Crémant D’Alsace, por ser uma casta mais ácida, frutada com aromas de maçã, pêssego e toques florais.

Há uma pequena produção de Pinot Noir, mas estes em comparação com os da vizinha Borgonha não alcançam a plenitude que lá existe.

Portanto comprem, apreciem e vejam como são deliciosos os vinhos da Alsácia.

sábado, 19 de novembro de 2011

BANDOL DAQUI SAEM GRANDES ROSES E TINTOS

Quando eu estava pesquisando sobre os vinhos da região de Bandol na França, encontrei a vinícola Terrebrune. E essa dica, faço questão de passar pra vocês:

O caminho para chegar na vinícola, do centro de Bandol, dura uns 15 minutos e a estrada já vale o passeio!

vamos fazer um passeio pela regiaõ que produzir vinhos inesquecível.

Bandol, pequena comuna pesqueira no litoral da Provence, bem perto do porto de Marselha. Além de cidade turística é chão e terra da Mouvèdre, uma das mais emblemáticas uvas tintas da borda do Mediterrâneo.

Produz vinhos na Espanha com o nome de Monastrell, mais especificamente em Jumilla, Murcia, por exemplo. Mas é em Bandol que eu penso que desenvolveu sua plenitude.

Para os amantes do vinho, Bandol, quando estampado no rótulo, como nesta garrafa significa, além da única região demarcada para produzir tintos na Provence e garantia de roses mais encorpados e aromáticos.

A Mouvèdre é uma casta tinta de ótimo potencial de guarda em face de seus taninos. Estes custam um pouco para serem domados o que confere ao vinho muita estrutura e corpo. O tanino serve para o vinho como as colunas principais de um prédio, podem as vezes até atrapalhar, mas jamais se terá um prédio de grande estrutura sem elas.

A Mouvèdre é uma casta que quando vinificada em rose junto com a Grenache concede a estes vinhos aromas mais vigorosos, cor mais intensa e volume, podendo até mesmo ser, em alguns casos, tratados como tintos muito leves e ligeiros.

Já na vinificação em tinto trás ao vinho uma cor vermelha intensa, vejam a foto, certo amargor na boca, quando jovem e quando domados uma lembrança muito forte de ameixas, secas e especiarias. Um vinho inesquecível.

Mas, de uma maneira ou de outra, seja em tinto ou rose, lembre-se: Cada vez que aparecer esta palavra nos rótulo do vinho a ser apreciado, lembre que este vinho veio de uma região consagrada, desde os idos tempos.

Hoje, sempre que quero um tinto ou um rose mais encorpado vou logo procurando um de Bandol.

Por fim lembre-se, uma grande região produtora de vinhos garante bons vinhos mas não bons produtores. Procure um bom importador

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

SEGREDOS DO CHARME CHATEAUNEUF-DU-PAPE



Há vários segredos que transformaram o Chateauneuf-Du-Pape em um dos vinhos mais famosos do mundo.

Primeiro são as histórias e estórias da transferência do Papado de Roma para Avignon no período de 1309 até 1340. Neste período Avigonon recebeu todo o “staff” da Igreja e quer queiram ou não a Igreja nesta época exercia e muita influência no mundo ocidental. JUnto com o Papado vieram todos aqueles que de certo modo exerciam muita influência na vida da época. Festas, reuniões, decisões políticas, enfim, estas coisas que o Poder traz. E tudo regado a vinho. Meios de transporte a armazenagem precários o melhor era o vinho da redondeza. Este o nascimento do famoso vinho.

Segundo o solo. As Gallets ESTA pedrinhas,DA FOTO cascalho branco permeiam os vinhedos de Chateauneuf-Du-Pape e região, como Orange e outras cidades na volta. A função é dupla. Como o sol da região é fortíssimo no verão, os vinhedos muitas vezes são plantados com frente sul, menos sol e calor de dia. De noite estas pedras que retiveram o calor passam a irradiá-lo ajudando na lenta maturação das castas. A segunda função é servir de tapete para que o solo não resseque tanto mantendo bons índices de umidade.

Terceiro charme do vinho é a sua composição, nas tintas levam mais de dez tipos diferentes de uvas, mas sempre tendo a Grenache como uva mestra. Aos seu mosto são acrescentadas a Syrah (tanicidade e especiarias) e a Mouvèdre (volume e elegância) as outras mais ou menos servem para completar este excepcional vinho.Prova de que nem só de varietais vive o mundo do vinho.O Chateauneuf-Du-Pape branco, tem a Grenache Blac, a Roussanne, Picapoul, Clairette, entre outras produzem este vinho fantástico. Arrisco a dizer que as vezes melhor que os tintos. Pena que a produção de brancos não passa de 10%.

Mas nem sempre foi assim. Assim como os Chianti muita porcaria foi produzida com o nome de Chateauneuf_Du-Pape. De uns 15 anos para cá a legislação foi mais rigorosa, os maus produtores afastados e hoje, com quase toda a certeza estes vinhos recuperaram a sua fama.

Na cidade de Chateauneuf-Du-Pape várias casas abrem para degustações, Portanto Este é um belo vinho, com certeza.

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

FRANÇA – TERRA NATAL DA TANNAT

Este belo vinhedo fica na vila (comuna) de Madiran. No centro da região Sudoeste. Terra de bons tintos encravada na melhor região produtora de brancos do sudoeste Francês, Pau e Jurançon.

Aqui, reina absoluta a Tannat, sim a mesma que faz estrondoso sucesso no Uruguai. E faz vinhos semelhantes. Enquanto jovens, muito tânicos, ácidos e rústicos. Agora é uma casta vocacionada para envelhecer com saúde. Assim como a Tannat uruguaia os vinhos de Madiran podem e devem esperar algum tempo para aflorarem suas qualidades passando de vinhos rústicos e duros para vinhos aromáticos, gordos, algo fumado, agradáveis de longo retrogosto.

Os tintos aceitam parcelas de corte da Cabernet Sauvignon e da Franc.

O interessante, também, fica por conta da produção de vinhos tintos em terra de brancos. A região de Madiran fica aos pés dos Pirineu numa altura média de 350 metros, com invernos úmidos e verões amenos, aliás ideais para as uvas brancas.

Por fim a mesma dica que dou para os Tannat do uruguai valem para os de Madiran, paguem um pouco mais, porque

sábado, 30 de outubro de 2010

CAHORS – BERÇO DA MALBEC


· em mais longe da região de Bordeuax, já com outro clima e geografia, no Midi-Pirénnés, Cahors, as margens do rio Lot, a mais galo-romana cidade do sudoeste francês.

· A ponte da foto foi construída no início de 1300, isto mesmo, 200 anos antes do Sr Pedro Álvares Cabral e sua turma aparecerem por aqui.

· Os romanos foram os primeiros a plantar uvas nestas paragens. Na idade média seu vinho era conhecido como o tinto de Lot e desde lá produzido com a casta Côt Noir, Auxerrois ou a nossa velha e conhecida Malbec.

· Bem a Malbec andina, de semelhante só o nome, pois a francesa é de todo diferente. Seus vinhos são, em função do frio e a umidade de Cahors, são de corpo médio, taninos muito mais marcantes e acidez refrescante. Portanto muito diferentes dos Malbec andinos, principalmente os Argentinos. Estes são bem mais encorpados e com muita doçura da própria uva.

· Os vinhos de Cahors aceitam até 30% em corte com a Tannat, Merlot ou a Cabernet Franc. Alguma produção de brancos e roses, mas estes em menor quantidade.

· O estrondoso sucesso da Malbec andina tem despertado o interesse cada vez maior nos vinhos de Cahors.Vamos aproveitar este interesse em divulgar os vinhos de maravilhosa região da França.

· Já apreciei ótimos vinhos desta região, mas se falassem que era da Malbec teria estranhado muito.

·

terça-feira, 21 de setembro de 2010

LANGUEDOC ROUSSILON DEBRUÇADO NO MEDITERRÂNEO


A região está toda ela voltada para o Mediterrâneo e recebe dele toda a influência necessária da videira ao engarrafamento. Já dito que a proximidade com o mar traz aos vinhos características especiais, assim é em Casablanca, Chile, Toscana e seus IGT’s, os vinhos das ilhas do Mediterrâneo, Córsega, Sardenha, Sicília e toda a Grécia. São vinhos geralmente produzidos com várias uvas, brancos, roses e tintos não muito encorpados.
Aqui os tintos reinam e com eles o quinteto de ouro, Carignan, Mouvèdre, Cinsault, Syrah e Grenache.
Carignan: Cor e espciarias. Mouvèdre (Monastrel na Espanha): Cor, especiarias e taninos complexos. Syrah: Cor, especiarias, taninos e longevidade. Cinsault: Produtividade e muita fruta, refrescando os vinhos. Grenache: Cor, acidez e muita fruta.
A região produzia vinhos de qualidade sofrível, hoje, modernizada produz excelentes vinhos, bons,jovens, alegres, festeiros tintos e roses, e melhor a preços muito acessíveis, por aqui encontramos nas boas casas do ramo por R$ 40,00 a 70,00 reais. Quebrando o paradigma de que vinho francês ou é muito bom e muito caro ou é muito reuim e barato São vinhos extremamente parceiros para a boa culinária da região, sendo assim, crescem bastante quando acompanhados de bons pratos.
Portanto regiões como Coteaux du Languedoc vem produzindo excelentes vinhos e melhor, repito com preços muito bons.
As prncipais regiões são: Corbières, Coteaux du Languedoc, Côtes de Roussillon, Fitou, Minervois, Saint Chinian, Costière de Nimes.

COTEAUX DU LANGUEDOC – HOJE MODERNA REGIÃO DE BONS VINHOS


Como não poderia deixar de ser Coteaux Du Languedoc recebeu influências de todos os povos que circularam pelo mediterrâneo, desde os gregos até os romanos passando pelos fenícios.
A área vai de Narbonne, oeste até leste Cévennes.
Fatores os ventos,o famoso Mistral, vento quente que desce do norte, o Tramontane, Cers e o MArinho, trazem consigo, secas, chuvas, humidade ou baixa humidade,influenciando nos vinhedos. Chuvas distribuídas de maneira diferenciada, regiões como Narbonne, com chuvas acima da média e outras com chuvas abaixo da média, como em Nimes, temperaturas variadas, assim como a incidência do sol nas mais várias costas do mar Mediterrâneo.
Fatores estes que nos trazem vinhos muito diferentes, apesar de serem usadas, quase sempre as mesmas uvas. A região montanhosa a beira do Mediterrâneo, como os alpes de Provence,o Monte Ventoux e outros trazem diferentes alturas nos vinhedos o que se caracteriza por difentes vinhos.
Desta maneira temos vinhos muito diferentes, mesmo em regiões próximas, daí o charme dos vinhos do sul da França.
Os vinhos que saem das encostas das montanhas, hoje com modernas vinícolas, para mim tem sido uma grata surpresa. São os vinhos mais intrigantes que tenho apreciado ultimamente.

SUAS PEDRINHAS MÁGICAS


Entre Coteaux Du Languedoc e a Provence fica Costière de Nimes. Como tantas outras cidades do sul da França, bem pertinho da cidade papal de Avignon fica a região de Nimes.
Um dos verões mais quentes da França, invernos amenos, e muitoooo soool faz deste local um paraíso. Mas onde entram as pedrinhas mágicas.
As vinhas são plantadas muito perto do Mediterrâneo em alturas que variam de 25 a 100 metros.Até aí tudo muito igual as outras vinhas do sul da França.
Mas aqui as vinhas são plantadas no solo coberto por um manto de pedras, estilo cascalho, vejam foto acima. Estas pedras além de reter o calor e a claridade do do sol, a noite aquece a vinha. As chamadas galests roulés.
Igual a afamada região vizinha de Châteaneuf-du-Pape, com a vantagem de que seus vinhos são muiiiiito mais baratos.
É região produtora de bons tintos, encorpados, elegantes e aromáticos, muitos deles com Syrah, Grenache, Mouvèdre e Cinsault.

VINHOS MONTANHOSOS


Corbières quase no final de Languedoc Roussilon, muito perto dos Pirineus, tem seus vinhedos plantados em regiões montanhosas, como os da foto, em terrenos de altura, em torno de 100 a 140 metros de altura. A região de morros e vales a 50 quilômetros do Mediterâneo.
Terra de bons roses feitos da uva Grenache e de tintos de corpo médio com as castas da região mediterrânea, como a Mouvèdre, Grenache, Cinsault e Carignan.
Aqui também é usada uma casta típica da região, de nome estranho a Picpoul,podendo ser tinta ou a branca. Uvas do Rhône que se dão muito bem por estas paragens, mas em áreas muito menores que as tradicionais aí de cima.
O tinto é bastante frutado, de corpo médio, acidez no ponto certo.
O branco é mineral, aromático, acidez marcante de final de boca longo e agradável.
O vídeo, rápido e eficiente, dá uma bela ideia de como é a região dos vinhos de Corbières.

PROVENCE E SEUS ROSES MARAVILHOSOS


É outono e o sol bate forte nos vinhedos de Provence. O sol nesta terra é quem dá as ordens nos vinhedos. Invernos amenos em relação ao resto do país, mas um verão para lá de ensolarado. As videiras, para aguentar tamanha insolação são plantadas em patamares, subindo a cadeia de montanhas que fica logo atrás de Provence.
Já dito que a altura influencia e muito a uva, principalmente no seu estágio final de maturação, últimos trinta dias. Há exemplos clássicos, no Brasil a serra catarinense, SãoJoaquim, Tamgará e outras cidades do planalto catarinense. Temos o anfiteatro do Vale del Uco, na Argentina, os vinhos de Salta, a mais de 2.000 metros de altura e os de Rioja em relação aos de Toro, na Espanha.
E o paradoxo continua, onde há calor puxa para o branco, mas as castas brancas gostam e muito do frio, tanto é que os melhores brancos são os alemães e alsacianos, terras de frio.Com exceção é claro para os vinhos verdes de Portugal que aqui produz bons brancos na região norte do país em face do pouco sol que por lá aparece.
As castas são as tradicionais da região mediterrênea, Mouvèdre, Cinsault, Grenache, Carignan e Syrah. Utilizam muito, também, a Cabernet Sauvignon.
Os roses dominam a produção com mais de 50% dos produzidos, depois os tintos e um pequeno percentual de brancos.
Mas os roses sãoo grande charme de Provence, inclusive sendo parceiros ideias para os seus pratos condimentados e perfumados.
Fiquem com o charme e show de cores dos mercados das cidades medievais de Provence

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Um craque, um vinho:


Puligny-Montrachet berço de vinhos excepcionais.

iluminado, é os vinhos de Puligny-Montrachet mesmo nos dias menos inspirados é enorme. Elegância, raça, potência, dribles e aromas excepcionais. No ataque em boca ou em direção ao final finaliza magnificamente.taça de Ouro o vinhedo de Puligny-Montrachet faz os melhores brancos secos do mundo. Se destaca na Côte-d'Or, Borgonha,

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

O sistema de classificação francês


Para entender os vinhos franceses, precisamos, primeiramente, compreender a legislação vitivinícola daquele país.

Na França, os vinhos recebem, no rótulo, o nome da região e não da uva. Desta forma, o sistema de qualificação francês SEMPRE regula e garante a origem das uvas. A região denominada no rótulo não é onde a vinícola está localizada, mas de onde vêm as uvas. Controla-se a quantidade de acres a ser plantado, o nível mínimo e máximo de álcool, o dia da colheita das uvas, além de regular o sistema de cultivo e até a vinificação. O sistema garante mais a tipicidade do vinho do que a sua qualidade.

Os níveis de qualidade dos vinhos da França são os seguintes:

Vin de Table – É o vinho de mesa comum. Não traz nenhuma indicação geográfica ou de uva no rótulo. São vinhos de consumo interno, sem muita exportação. Há pouco controle sobre estes vinhos.

Vin de Pays – Indica os vinhos regionais. Fornece o nome da região, sendo que esta engloba uma área bem maior que as outras de classificações superiores. Como existe mais flexibilidade nesta classificação, alguns produtores até indicam as uvas no rótulo. São vinhos finos simples, mas que podem indicar grande valor (custo-benefício).

Vin Délimité de Qualité Superieur (VDQS) – É o segundo nível de qualidade, de cima para baixo. Significa “vinho demarcado de qualidade superior” e varia de vinhos finos simples a finos. Muitas vezes, um “Vin de Pays” que atinge maiores níveis de qualidade é “promovido” a VDQS.

Appellation d´Origine Controlée (AOC) – É o nível mais alto da qualificação. Sugere um certo estilo, mas nem sempre garante qualidade. A maioria dos rótulos fornece o nome da região no lugar de “d´Origine”. Como, por exemplo, Appellation Bordeaux Controlée, indicando que o vinho é da região de Bordeaux. A qualidade dos vinhos AOC varia de semifinos a nobres.

Outro fator importante na classificação dos vinhos franceses é que quanto mais específico se é quanto à origem das cepas, mais caro será o vinho e, provavelmente, melhor ele será. Por exemplo, um vinho rotulado “Appellation Médoc Controlée” procede de uma sub-região de Bordeaux. Assim, as uvas provêm de uma área mais restrita do que se o rótulo indicasse apenas “Bordeaux”. Por sua vez, “Appellation Pauillac Controlée” é ainda mais específico. As uvas são cultivadas em uma micro-região dentro de Bordeaux, o que faz com que sua qualidade seja bem superior às outras citadas.
Quanto mais específico se é quanto à origem das cepas, mais caro será o vinho


Já mostrei,neste blogblog , um típico rótulo francês. E para o correto entendimento dos vinhos da França, é preciso saber, além do que já foi dito, alguns termos utilizados, como:

Recoltant: Quem cultiva as uvas
Negociant: Quem compra uvas de outros produtores
Proprietaire: O dono da vinícola
Vinifé: Fermentado
Elevé: Envelhecido
Mis en bouteille par: Geralmente é um vinho de “negociant”.
Mis en bouteille au: A vinícola fez tudo, desde o cultivo da uva até a sua vinificação

Sei que este assunto é um pouco chato, mas é importante para
quem deseja entender os vinhos franceses. Na próxima postagem ficará mais interessante! Vamos comerçar a fala de Champagne

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Por que é tão difícil estudar os vinhos da Borgonha?


Se você é enófilo em início de estudos, provavelmente já leu muito sobre os vinhos da Borgonha; ler é uma coisa, provar é outra bem diferente.

O quê ocorre é que esses vinhos são referências, quando alguém decide estudar vinhos, obrigatoriamente têm que passar pelos Borgonha tintos e brancos, no caso dos tintos é devido à complexidade dos vinhos produzidos a partir da variedade Pinot Noir, que por vezes não encontraremos tais características em vinhos produzidos em outras localidades, ainda que sejam vinhos espetaculares.

No caso dos brancos, o tema a ser estudado é a Chardonnay, uva predominante na composição dos vinhos brancos daquela região, diferentemente da Pinot Noir, a Chardonnay se desenvolveu muito bem em diversas outras regiões vinícolas do mundo, o que a torna diferente e única é a tipicidade.

Na Borgonha, muitas vezes os Chardonnays são fermentados em carvalho, mas também, boa parte dos produtores preferem manter as propriedades naturais da variedade. Em outras regiões produtoras do mundo, o vinho feito a partir de Chardonnay quase sempre passa por carvalho (principalmente os americanos) para enaltecer a bebida, é importante lembrar que isso não é ruim, muito pelo contrário, eu particularmente adoro Chardonnay fermentado em carvalho, mas todos temos que concordar que eles são muito parecidos, isso não acontece com os grandes brancos da Borgonha, que preservam as propriedades naturais, sempre levando em conta o terroir.

Outra grande dificuldade em estudar os vinhos da Borgonha é o preço, são vinhos com preços estratosféricos, isso dificulta e muito os estudos, devido não poder levar à prática os conhecimentos adquiridos nas pesquisas. Os Borgonhas são caros devido: em primeiro lugar a produção limitadíssima, apesar da região ser relativamente grande, existem milhares de produtores, e isso acaba fracionando o espaço útil para o cultivo das vinhas, o resultado disso é vinhos mais caros, existem casos de produtores que produzem apenas 50 caixas de vinho por safra, imagine isso!

Agora, se ainda sim desejar estudar os vinhos da Borgonha (e recomendo!), e não dispõe de centenas de dólares para comprar algumas garrafas, sugiro que procure por uma marca de vinhos chamada “Louis Latour”, que é um bom negociante de vinhos e tem produtos de respeito no mercado, no caso dos tintos procure por: Louis Latour Pinot Noir (custa em média R$80,00), Luis Latour Bourgogne (custa em média R$120,00), no caso dos brancos procure por: Louis Latour Chardonnay (custa em média R$75,00), Luis Latour Chablis (custa em média de R$120,00).

As diferenças entre: Pouilly-Fumé e Pouilly-Fuissé

quem é enófilo e até mesmo os profissionais do vinho, já se confundiram entre esses dois grandes vinhos, realmente, é difícil diferenciar pelo nome, ainda que você pesquise e prove, no futuro vai surgir à dúvida novamente, devido os parecidos nomes e não fazerem parte do nosso dia-a-dia lamentavelmente.

Pouilly-Fumé (a pronuncia é puí fiumê), é um vinho produzido no Vale do Loire – França, que é uma região conhecida por fazer vinhos brancos e rosés excepcionais, o nome Pouilly vêm da cidade chamada Pouilly-sur-Loire, e Fumé significa defumado ou defumação, uma característica comum desse vinho é o aroma que tende ao defumado (o próprio nome já diz...). O Pouilly-Fumé é produzido exclusivamente com a uva Sauvignon Blanc e pouquíssimas vezes passam por carvalho, os produtores preferem preservar os aromas da variedade, que são únicos devido terroir daquela região.

Pouilly-Fuissé (a pronuncia é puí fiuissê), é um vinho produzido na Borgonha – França, feito exclusivamente com a variedade Chardonnay, o nome Pouilly é devido a cidade (cidade esta diferente da descrita no parágrafo anterior), e Fuissé também é um nome de cidade, essas duas cidades ficam na região de Mâcon. O Pouilly-Fuissé é um vinho que passa por carvalho (na maioria das vezes) e o na boca é um vinho encorpado e de longo final.

A única semelhança entre os dois vinhos é que são vinhos brancos maravilhosos e vêm da França.

Atenção: Pouilly-Fumé e Pouilly-Fuissé não são marcas de vinhos, portanto você pode encontrar diversos produtores que produzem vinhos com esses nomes. Para receber esses nomes, os vinhos devem ser produzidos nas respectivas regiões demarcadas e sob um controle rigoroso, esses fatores permitem que falsários fiquem impossibilitados de falsificar esses vinhos.

Languedoc-Roussillon

Se você não dispõe de recursos suficientes para estudar e provar os vinhos das principais regiões francesas, sugiro que comece pela região de Languedoc-Roussillon.

Languedoc-Roussillon fica no sul da França, é considerada a maior área produtora de vinhos do mundo (possui 283 mil hectares de vinhedos), é uma extensão considerável, pois pouca gente conhece os vinhos desta região, quem não está habituado com vinhos provavelmente nunca ouviu falar.

Acontece que os vinhos produzidos nessa região possuem maior relação custo benefício em relação aos vinhos produzidos nas regiões tradicionais (Bordeaux, Bourgonha, etc...), esse preço menor é devido à vasta região e também a pouca divulgação de seus vinhos no exterior, nos Estados Unidos, por exemplo, os vinhos de Languedoc-Roussillon eram poucos conhecidos até o início da década de 90 (conforme relata a escritora Karen MacNeil no livro A Bíblia do Vinho na página 252), no Brasil não é diferente, somente agora estamos conhecendo os vinhos do sul da França, ainda temos certa dificuldade em encontrar esses vinhos no mercado.

Muitos especialistas comparam os vinhos dessa região com os vinhos produzidos nos países de novo mundo, pois as influências frutais e varietais são muito grandes. Os vinhos de Languedoc-Roussillon são conhecidos de três formas: pelo nome da região onde é produzido (como nas regiões tradicionais), pelo nome da uva (como nos países de novo mundo), e pelo nome do produtor.

As principais regiões produtoras são: Corbières, Coteaux du Languedoc, Minervois, Saint Chinian, Cotes de Roussillon-Villages e Fitou.

As principais uvas cultivadas são:
Tintas: Cabernet Sauvignon, Merlot, Shiraz e outras...
Brancas: Chardonnay, Sauvignon Blanc,Viognier e outras...

Se desejar provar bons vinhos dessa região e não sabe onde comprar, sugiro que procure por uma marca de vinhos chamada Club de Sommeliers, essa marca possui muitos vinhos de Languedoc-Roussillon de boa qualidade, no Carrefour também tem vários, procure pelos nomes das regiões produtoras: Corbières, Coteaux du Languedoc, Minervois, Saint Chinian, Cotes de Roussillon-Villages e Fitou.
Languedoc-Roussillon