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domingo, 17 de outubro de 2010

champanhe é uma bebida feminina




"A champanhe está para mulheres assim como a cerveja (ou uísque) está para os homens." A Hoje irei da algumas dicas preciosas para as mulheres que gostariam se tornar experts no assunto: "nós brasileiras têm grande potencial para se sobressaírem neste mercado porque são bem sensitivas." Me lembro

quando comecei a degustar a bebida era a única mulher no meio de muitos homens e por isso me sentia tímida. "mais isso não me fez intimidar pelos homens.nós mulheres são mais sensíveis e já saímos na frente por isso."queridas ,não esqueça, isso deve ser feito sem perder aquela "leveza" tipicamente feminina.

O poder de apurar sensações de forma mais aguçada que os homens também é um bom aliado nessa carreira. "As mulheres possuem uma maior sensibilidade para a degustação. O olfato e o paladar são mais apurados do que os dos homens, por isso conseguem se dar bem nessa área." Mas completo afirmando que o mais importante para conseguir espaço é amar aquilo o que faz. "Se tiver amor, terá sucesso."
Para mim a, a champanhe é uma bebida tão feminina, agrada tanto, que pode exercer poder semelhante ao de uma "joia" para as mulheres. Não é à toa. "Ela faz as mulheres felizes e dificilmente nós deixam bêbadas. ficamos leves e sensuais. Além disso, com a bebida você está mais suscetível a fazer amigos, a inibição vai embora." E quero ressalta um ponto importantíssimo para nós mulheres: "Uma taça de champanhe tem apenas 70 calorias." E maravilhoso poder degusta varias taça saber que vai esta em forma para entra naquele lindo vestido justo sem medo e de cara mata aquela sua amiga que bebe cerveja de inveja ate apróxima.

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

A Champagne e a - Curiosidades


Há muito tempo que ouço esta frase de amigos meus ele disse, quando quer galantear sua esposa, ou namorada, que tomaria champagne no sapato dela.
Sempre achei a história engraçada e isso sempre foi motivo de piadas, inclusive daquelas bem escatológicas. Afinal, a prática não parece ser das mais higiênicas.
Achei que esse papinho, bem xaveco mesmo, era algo original, mas fui surpreendido ao ler um trecho do livro dos Kladstrup, do qual já postei alguns trechos por aqui.
Quando os autores, Don e Petie, estão contando fatos que fizeram com que o Champagne fosse considerado uma bebida charmosa, perfeita para comemorações e grandes brindes, mencionam que após o Champagne começar a ser bebido em baladas, orgias e outras festas animadas na França, dois ingleses inovaram: em Londres, "passeando" como uma fille de joie ("mulher da vida" em tradução livre), um dos ingleses retirou o sapato da moça e, para galanteá-la, encheu-o de champagne e bebeu à sua saúde. Pior que isso, ordenou que o sapato fosse temperado, frito à milanesa e misturado com o cozido servido na ceia.
Tudo muito bonito para contribuir com o mito do Champagne, mas, cá para nós, esses ingleses foram bem sem naipe - se é que realmente fizeram isso eu não sei mais o
Estilista Christian conhece a historia tando é que criou este sapato maravilhoso
Que esta neste pôster não seria nada mal degustar uma champagne neste sapatinho conheça
A historia . Le Rituel ..
A casa francesa produtora do famoso champagne Piper Heidsieck e o estilista Christian Louboutin (design de sapatos que calça os pés das mais famosas celebridades do planeta), desenvolveram um projeto chamado Le Rituel, baseado em um ritual popular francês de 1880, onde o homem bebia champanhe no sapato da mulher amada.No projeto da Piper Heidsieck, o sapato feito de cristal, de um modelo Christian Louboutin, inclusive com sua tradicional assinatura – sola vermelha – e um salto que se assemelha a haste de uma flute de champanhe, vem acompanhado por uma garrafa de Piper Heidsieck Brut acondicionado em uma finíssima caixa de sapatos a essa ainda não degustei ate próxima .Se você souber uma frase ou uma curiosidade sobre o Champagne ou a Champagne, comente esse post. Seu comentário poderá ser usado em futuras homenagens

sábado, 18 de setembro de 2010

Moet & Chandon e os coquetéis de Sex and the City 2


A Moet & Chandon criou quatro coquetéis feitos com o seu champanhe, inspirados nas 4 musas fashionistas do filme Sex and the City 2: Carrie, Miranda, Samantha e Charlotte. Os coquetéis foram apresentados na festa de estréia do filme de hoje já estão em todos os bares mais conceituados e badalados do mundo!
Os coquetéis são:
The Fashionista é um cocktail que tem uma combinação de sedução livre e romance, temperado com um toque de romã e pétalas de rosa.
The Socialite é um clássico, inegavelmente elegante e doce, com notas de Elderberry e açúcar mascavo.
The Player é uma mistura sutil de notas cítricas e gengibre bem sensual.
Bombshell tem um caráter ousado e explosivo combinando o sabor amargo da tangerina com o doce da cereja.

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

sabrage



sabre é dos tempos dos duelos e dos cavaleiros na Europa. Muito utilizado em duelos pela conquista das damas da época. No início do século XVIII, Napoleão e seus soldados possuíam a tradição de comemorar suas vitórias realizando a degola das garrafas de champagne com um único golpe este ritual esta presente ate hoje para minha felicidade e maravilhoso quero diz que na pizzaria meia oito além de um exelente atendimento,otima infra estrutura .um belissimo lugar para comemorações á Moet & Chandon esta sempre muito gelada tem sabre porém e feito com uma taça vale apena conferir esta belissima aprensentação .fique video com bela imagem

Luís XV e sua grande colaboração ao Champagne


Já falamos aqui do Rei Louis XV, também conhecido nas esquinas do Brasil como Luís XV. Veja uma fotinho/pintura desta grande figura:ele era muito charmoso
Este rei francês teve grande importância para o Champagne, pois foi o primeiro a legislar para estabelecer padrões para o vinho espumante.
Ele estabeleceu uma uniformidade para as garrafas, que eram feitas de todos os tipos e tamanhos, criando um padrão de forma e de volume, assim como um padrão para as rolhas e seu método de fechamento - "deveriam ser amarradas com barbante de três fios, bem torcido e trespassado em forma de cruz sobre a rolha".

No entanto, sua contribuição mais importante foi permitir que a partir de 1728 o Champagne pudesse ser transportado e comercializado diretamente em garrafas.
Até então os vinhos eram transportados em tonéis de madeira, pois era assim que os preços eram estabelecidos - por tonel.
Para os tintos e brancos isso não era problema, mas para um espumante o transporte na madeira era um desastre, já que a natureza porosa do material permitia que as bolhas de gás escapassem, deixando o champagne choco.

Não foi à toa, portanto, que Luís XV recebeu uma homenagem da Maison de Venoge, uma ótima produtora da região. Vejam abaixo a garrafa vintage, de um champagne envelhecido e muito renomado:

A célebre frase de Napoleão sobre o Champagne (e a causa de sua derrota!!)


Napoleão - reparem no sabre na poltrona, para abrir champagnes

Todos já devem ter ouvido falar que Napoleão adorava champagne, pois é muito conhecida sua frase:
"Na vitória, você o merece; na derrota, você precisa dele."
Pois é, ele gostava mesmo do mais famoso espumante do mundo. Apesar de normalmente ser abstêmio, e de comer pouco, ele nunca dispensava um cálice de champagne para restaurar as forças e animar seu espírito.
Mas ele não apenas gostava do champagne, como era amigo pessoal de Jean-Rémy Moët, herdeiro e dirigente da casa de mesmo nome.
O curioso é que Napoleão sempre passava por Épernay, na região da champagne, antes de cada uma de suas campanhas militares. Sempre visitava o amigo Jean para tomar um champagne e abastecer-se de algumas garrafas para sua jornada.
No entanto, parece que ele deixou de cumprir esta rotina simpática em uma de suas campanhas militares, porque estava apressado.
Pois é, foi bem na ocasião em que ele estava a caminho de Waterloo.... não preciso nem dizer que ele não levou a sorte dos champagnes...
Por isso, quando for para a guerra, não esqueça de tomar um champagne antes !!

máscara de ferro


Por muito tempo os produtores de champagne não conseguiam controlar de forma eficaz a formação do gás carbônico na bebida, elemento que lhe dá a efervecência e o perlage.

Em razão disso, a concentração do gás carbônico muitas vezes se elevava demais, especialmente porque após o inverno - com o aumento da temperatura local - o vinho entrava em um segundo processo de fermentação.

Esse excesso de gás carbônico fazia com que muitas garrafas explodissem. Os produtores chegavam a perder, por esta razão, de 20% a absurdos 90% das garrafas de champagne. Um verdadeiro desperdício.

Porém, o curioso é que entre os produtores o champagne acabou ficando conhecido como "Vinho do Diabo", sendo que ninguém tinha coragem de entrar na adega sem primeiro colocar uma máscara de ferro.

As máscaras eram uma versão mais tosca das atuais máscaras de hockey.

Assim, os produtores andavam pelas adegas com máscaras de ferro, o que não evitava que a maioria deles tivesse cicatrizes próximas aos olhos e nas mãos.

Era realmente um inferno borbulhante....

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

A Taça da Maria Antonieta e o Flûte


, esclareço que a taça) é proveniente de uma lenda, um mito. Não se tem registros desta inspiração nos seios da Maria Antonieta, mas acho que algum fundo de verdade essa estória tem .
Acho que foi um mito criado por alguns bebuns franceses que, nas altas horas das loucuras viníferas nas Tabernas, demonstravam seu desejo de possuir a famosa rainha, que devia ser um tipo de sex symbol da época, agitando as mentes perturbadas dos boêmios.
Já o flûte, como diz meu amigo marcelo, deve ter sido inspirado nos dotes de Napoleão, um amante do champagne...

Brincadeiras a parte, tecnicamente, a taça da Maria Antonieta não é muito boa, pois sua área de contato com o ar é muito grande, fazendo com que as bolhas do champagne se percam muito rapidamente.
Foi por esse motivo que se criou o flûte, já que nele a área de contato é pequena e as bolhas são preservadas por mais tempo, o que ajuda a manter os aromas e o sabor.
No entanto, para champagnes vintage, mais complexos, o recomendável é uma taça intermediária, entre o flûte e uma taça de vinho branco, ou seja, longa mas com o bocal um pouco mais abertoSó assim se pode desfrutar de todos os aromas e sabores de um champagne de primeira linha.neste blog de postagem sobre taças



.

Champagne - mais curiosidades



guindo com as curiosidades sobre o Champagne Um dos primeiros países a comprar e a consumir quantidades relevantes do champagne espumante foi a Rússia. Por um bom tempo o mercado russo foi o maior importador da bebida, e parece que até hoje o champagne faz sucesso por lá.
Segundo o livro dos Kladstrup, Pedro o Grande levava quatro garrafas para a cama com ele toda a noite. E sua filha Elizabeth - czarina, tornou-se a primeira governante a determinar que o champagne fosse o vinho oficial dos brindes, substituindo o tokay (Tokaji, da Hungria).


Continuando as minhas homenagens aos Champagnes (bebida e região), a seguir um trecho muito interessante do livro dos Kladstrup, onde é relatado a origem do espumante mais famoso (e gostoso) do mundo:
"Dom Pérignon tem sido frequentemente reconhecido como "quem inventou o champanhe". Na verdade, ninguém inventou o champanhe; ele se inventou. Todos os vinhos começa a borbulhar quando as uvas são prensadas. Fungos da casca das uvas entram em contato com o açúcar do suco, convertendo-o em álcool e gás carbônico, num processo conhecido como fermentação. Em regiões vinícolas mais frias, como a Champagne, os fungos ficam inativos durante o inverno, antes que todo o açúcar esteja fermentado. Na primavera, eles se reativam e continuam a agir sobre o açúcar não convertido, dando origem a mais álcool e gás carbônico, que emergem sob a forma de bolhas.
Na época de Dom Pérignon, ninguém conhecia os fungos; eles permaneceriam um mistério durante mais de dois séculos, até que Louis Pasteur os descobrisse. As bolhas eram consideradsa um defeito, um capricho perverso da natureza, e Dom Pérignon trabalhava com afinco para eliminá-las. Um vinho efervescente era inaceitável não somente para a missa, mas também para as massas, que estavam acostumadas a beber vinho não-espumante. Ainda assim, devido ao clima da Champagne, a fermentação era frequentemente um problema. Os comerciantes avisavam aos consumidores: "Bebam antes da Páscoa, antes da primavera, quando o clima esquenta e o vinho começa de novo a efervescer.""

O Champagne e a Maionese !! (nada em comum... ou quase)


madame Pompadour
O viticultor Claude Moët (o nome dispensa apresentações) foi o primeiro produtor da região de Champagne a se dedicar exclusivamente ao vinho champagne espumante - os demais ainda produziam paralelamente os tintos de mesa.

Por volta de 1750 Moët já produzia 50.000 garrafas do champagne espumante, por ano.

Claude Moët acabou fazendo amizade com diversas jovens que frequentavam o Palácio de Versalhes, entre elas a madame Pompadour, que era amante oficial de Luís XV (pois é, lá na França tinha esse negócio de amante oficial...):


A Madame adorava champagne e por isso o Luís XV virou um cliente assíduo do Moët, o que garantiu que a bebida fosse servida em todas as ocasiões importantes do palácio.

Até aí, o que a Maionese tem a ver com o champagne

Nada, não fosse uma história interessante relatada no livro dos Kladstrup, retirada de anotações e cartas de uma criada da Madame Pompadour, que acompanhava frequentemente as conversas dela com o Rei.

Numa dessas conversas, Luís XV faz um brinde, com champagne é claro, para comemorar a vitória de Richelieu na cidade de Mahon, na ilha de Menorca.

A Madame, já sorrindo muito - champagne faz milagre, brincou que o duque Richelieu conquista uma cidade com a mesma satisfação que seduz um mulher.

Luís XV registrou, no entanto, que Richelieu havia achado a conquista enfadonha, porque não havia mulheres na cidade e seu único consolo foi a bebida e a comida.

Foi quando, então, a Madame Pompadour relatou que o cozinheiro do Richelieu teve de fazer peripécias para cozinhar, pois na ilha não havia manteiga, nem creme, de modo que ele teve que preparar um molho usando apenas azeite e ovos.

Richelieu teria adorado o molho e o batizou de "Mahonaise", em homenagem à cidade de Mahon.

Ou seja, a maionese vem de Mahonaise, sendo fruto da criatividade de um cozinheiro com falta de ingredientes para um molho.

E o que isso tem a ver com o Champagne ???

Nada, nada mesmo. Apenas que o Champagne é sempre motivo para boas conversas e histórias...ate a próxima

O Primeiro Champagne Brut (seco)

Hoje é muito comum o champagne brut, provavelmente a maioria das pessoas, quando pensa em champagne, pensa no espumante seco.
Mas não foi sempre assim. Aliás, por séculos o champagne produzido foi exclusivamente do tipo doce.
Muitos produtores até que pensaram em fazer champagne brut, ou seco, mas esta missão não era muito atraente, pois envolvia um alto custo para o desenvolvimento de uma bebida seca de qualidade, além de representar um risco enorme, pois o mercado existente nos séculos XVIII e XIX não estavam habituados e, pior, estavam acostumados ao champagne doce, como fonte de prazer, alegria e comemoração.
Mas um grande mulher, teve a coragem de desenvolver a produção de um champagne seco e de alta qualidade.
Foi Louise Pommery que aceitou o desafio de selecionar uvas melhores, maduras (o que era difícil, em razão do clima frio da região - aguardar a maturação completa poderia fazer com que a uva passasse do ponto, na época era comum colher antes para não arriscar), e de arcar com o custo de manter o champagne envelhecendo por três anos (ao invés de um ano, como ocorria com o doce): Outros produtores, como Louis Roederer, se recusavam a produzir champagne sem aditivos (açúcar ou álcool), para não perderem seus preciosos mercados, como a Rússia, que consumia muito os champagnes doces.
A maioria dos produtores e dos próprios empregados da Pommery eram céticos sobre a possibilidade de se fazer um bom champagne seco, as tentativas geravam bebidas ásperas e difíceis de beber.
O pior é que entre 1870 e 1873 as colheitas da região foram prejudicadas pelo tempo ruim, fazendo com que os champagnes secos produzidos pela Pommery não atingissem boa qualidade, dificultando muito sua difusão e venda.
No entanto, em 1874 a Pommery teve uma safra considerada a melhor do século, o que permitiu a elaboração de um champagne seco memorável, que atingiu preços altíssimos e mudou o conceito do consumidor.
O Brut 74 da Pommery foi o primeiro champagne realmente seco a ser vendido comercialmente, o que transformou a vinícola em uma das maiores e principais casas de Champagne.
Interessante transcrever o discurso do gerente financeiro da Pommery, após provar o Brut 74, conforme reproduzido no livro dos Kladstrup, sempre citado aqui:
"Nosso brut é dirigido apenas às pessoas que apreciam bebidas espumantes requintadas, que preferem finesse e bouquet ao excesso de gás e açúcar com que algumas casas costumam encobrir a fragilidade de seus vinhos. Depois que a rolha estoura, nosso champagne satisfaz o paladar e não somente os ouvidos."

O sucesso foi tão grande que Louise Pommery se tornou um verdadeiro mito na região de Champagne.O seu funeral, em 1890, foi o primeiro funeral de Estado organizado pelo governo francês a uma mulher, tendo havido o comparecimento de 20 mil pessoas, inclusive representantes do governo. O presidente da França até mesmo mudou o nome de uma cidade em sua homenagem. A cidade de Chigny, onde ficava sua casa de campo - ela adorava plantar rosas - passou a se chamar Chigny-les-Roses.
Grande mulher, graças a ela temos hoje os fabulosos champagnes secos.
Não é à toa que o champagne brut é hoje o mais popular e nobre dos espumantes !!

A Viúva Clicquot e os sedimentos nas garrafas de Champagne



A Veuve Clicquot –tinha uma cara de brava...

Dando continuidade às histórias sobre o Champagne e a Champagne, hoje gostaria de relatar um fato imprescindível para que o champagne tivesse a qualidade que tem hoje, por isso faço aqui uma homenagem especial à viúva Clicquot.
Poucos sabem, mas até metade do século XIX o champagne não era essa bebida transparente e límpida que vemos hoje, sendo constante a reclamação dos consumidores a respeito do champagne estar turvo demais ou cheio de sedimentos.
Diz a lenda que, em razão dessas reclamações, a viúva Clicquot (que tinha um metro e meio de altura) carregou sua mesa de cozinha para a adega e começou a fazer experiências.


É provável que seu então chefe de adega, Antoine de Müller, tenha sido o responsável pela solução, mas a lenda conta que a viúva fez buracos na mesa de madeira, de modo que as garrafas pudessem ser colocadas com o gargalo para baixo, com uma leve inclinação. As garrafas eram então sacudidas e giradas periodicamente, aumentando-se sua inclinação até que estivesse praticamente a 90º, quando então todo o sedimento da bebida já havia sido deslocado para perto da rolha.
Feito isso, a rolha era retirada e o sedimento saia todo antes da bebida, o que mantinha o conteúdo quase intacto e preservava a efervescência do champagne.
O champagne então era virado de cabeça para cima e novamente 'arrolhado' para guarda e venda.
Essa técnica, que melhorou muito a qualidade da bebida - eliminando os sedimentos, chama-se Remuage e está ilustrada abaixo (isso é feito até hoje):

REMUAGEM


A viúva e seu chefe de adega tentaram manter segredo sobre a técnica, mas logo as demais casas de champagne souberam e passaram a adotar a técnica, o que transformou a fabricação do champagne em um atividade verdadeiramente industrial, com métodos bem definidos e cumpridos pelos produtores.
Diz-se, então, que em 1860 as pessoas na Champagne acreditavam que agora estavam realmente no topo da viticultura, tendo sido relatado em uma revista especializada que: "O CHAMPAGNE NÃO É UM VINHO, É O VINHO".

A Primeira Guerra e a Champagne - O Refúgio nas Caves (les crayères)


Como eu já havia comentado no post anterior sobre a Champagne, durante a primeira guerra mundial a região foi extremamente devastada, os bombardeios alemães se concentraram muito nesta localidade, destruindo não só as cidades, os monumentos, como também parte dos vinhedos e das casas produtoras de champagne.
Por esta razão, em Reims, tudo o que havia antes na superfície foi deslocado para dentro das infindáveis caves das casas de champagne.
Nelas foram 'instaladas' escolas, igrejas, clínicas e cafés. Até a prefeitura se mudou para o subterrâneo, juntamente com a polícia e os bombeiros.
O mesmo ocorreu com o comércio: alfaiates, costureiras, sapateiros, açougueiros, padeiros e outras atividades instalaram lojas nas crayères.
As pessoas viveram por muito tempo neste mundo surreal (houve quem permaneceu até 2 anos), sombrio, movido à luz de velas e lampiões de querosene, onde, apesar de tudo, havia esperança, onde até os passarinhos ainda cantavam mesmo sem ver o sol (relatos descritos no livro "Champanhe").
Havia também concertos, cabarés, cinema e apresentações de teatro. Até artistas de outras regiões vinham se apresentar por considerarem uma honra atuar para os sobreviventes da região que viviam no subterrâneo.
Nao bastasse, a solidariedade com a região foi tanta que as visitas de personalidades, jornalistas, políticos, embaixadores estrangeiros e até do presidente francês se tornaram frequentes.
Dizem que em uma ocasião, nas adegas da Veuve Clicquot, foi oferecido até mesmo um jantar luxuoso, regado a caixas de champagne, especialmente para soldados feridos e mutilados.
Não achei fotos da cave da Veuve Clicquot, mas achei essa imagem ai que mostra uma mesa de jantar nas caves da Moët Chandon, apenas para ilustrar como se pode por um pouco de luxo na vida subterrânea, ainda que seja só para esquecer um pouco da selvageria da guerra:
Para finalizar, interessante mencionar que as caves/crayères não só serviram de refugio para muitos civis e soldados feridos, como também foram usados para que os soldados franceses se locomovessem por quilômetros até o front de batalha, sem se arriscarem na superfície.
Os túneis e galerias foram interligados e permitiam até mesmo o resgate de feridos de forma eficiente. Os soldados, às vezes, caminhavam 6, 7 km por dentro das caves para chegar ao front.
Algo realmente surreal!



Les Crayères -hoje e nome de um O Hotel e o Restaurante !!!

Homenagem ao Champagne


EU sou apaixonada por champagne e ,porque não ,pela região da champagne E, coincidentemente, depois de ter lido o ótimo livro "Vinho e Guerra", agora resolvi começar a ler o "Champanhe, como o mais sofisticado dos vinhos venceu a guerra e os tempos difíceis", dos mesmos autores, Don e Petie Kladstrup.
Ao começar a ler relembrei como há dezenas, e milhares, de frases a respeito do Champagne, essa bebida que para mim é o maior dos elixires.

não existem um momento para se toma um champagne


resolvi iniciar uma série de homenagens ao Champagne (vinho) e à Champagne (região), transcrevendo aqui frases interessantes sobre eles.
Se você souber uma frase ou uma curiosidade sobre champagne pode manda para este post seu comentário
A CHAMPAGNE PARA MIM É UMA BEBIDA PARA TODOS MOMENTOS ,ELA ME
ACOMPANHA TODOS MEUS SENTIMENTOS DE EUFORIA ,PAIXÃO ,ALEGRIAS,
TRISTEZA,MANHÃ ,TARDE, NOITE OU DE MADRUGADA ELA ESTA SEMPRE ÃO MEU LADO

PARA REFRESCA ESTE CALOR VAI DE ESPUMANTE


Espumante: sem dúvida, uma bebida perfeita para este calor que esta fazendo em bh esta semana mais para entender o champanhe, precisamos, primeiramente, saber o que espumante compreender .

.O espumante é uma bebida alegre, que pode ser tomada a qualquer hora do dia nas mais diversas ocasiões. Sem dúvida, uma bebida perfeita para o verão, apesar de também poder ser consumida o ano inteiro, acompanhando uma infinidade de pratos. Podemos beber espumante do início ao fim de uma refeição, uma vez que existem variados tipos e estilos desta bebida.

Mas como é feito o espumante? De onde veio a sua fama? Qual a diferença entre champagne, espumante, cava, prosecco...? Na verdade, todos esses termos são usados para um mesmo tipo de vinho que passa por uma segunda fermentação. Esta segunda fermentação pode ser feita na garrafa, como no caso do Champagne, das Cavas e de alguns espumantes, através do método tradicional; ou pode ser feita em tanques de aço inoxidável, processo utilizado para a grande maioria dos espumantes feitos mundo afora e para os Proseccos, chamado de método Charmat. Já os espumantes do tipo Asti são produzidos através de uma única fermentação para que sejam conservados os aromas da uva Moscato e são doces, com baixa graduação alcoólica.

Só podemos chamar de Champagne os espumantes que são produzidos na região de Champagne, na França, através do método tradicional ou “champenoise”, conforme citado acima. As Cavas são os espumantes espanhóis produzidos na região de Penedes e têm uma qualidade excelente, com preços bem mais acessíveis que os champagnes. Ambos são feitos de uma mistura de uvas: Chardonnay, Pinot Noir e Pinot Meunier, no caso dos champagnes; e Macabeo, Xarello e Parellada, para as cavas. Os Proseccos e os Astis são espumantes italianos, sendo os primeiros elaborados a partir da uva Prosecco, na região do Vêneto; e o segundo, da uva Moscato, na região de Asti, no Piemonte.

Só podemos chamar de Champagne os espumantes que são produzidos na região de Champagne, na França

Tem muito a ser falado sobre espumantes, mas deixarei para entrar em maiores detalhes em outro momento. Precisamos de um capítulo à parte para eles. Por enquanto, foram só algumas informações básicas para ajudar vocês na escolha do espumante que vai refrescar o calor e dar um toque de celebração e festividade a este período de sol, piscina, praia... E também para as noites, claro!

Segue uma lista de espumantes que podem ser encontrados nas lojas locais (Casa do VINHO, MISTRAL, CASA RIO VERDE, DECANDER
Até R$ 50
- Prosecco La Veneziana (um dos meus preferidos!);
- Espumante Panizzon Chardonnay Brut (ótimo custo-benefício);
- Espumante Tarapacá Brut;
- Espumante Chandon Brut;
- Espumante Chandon Rose.

De R$ 50 a R$ 100
- Espumante Miolo Milessime Brut;
- Espumante Chadon Excellence Reserve Brut;
- Cava Freixenet Cordon Negro;
- Espumante Alma Negra Chardonnay Brut.

Acima de R$ 100
- Cava Segura Viudas Reserva Heredad (excelente! E vale também pelo design da garrafa!);
- Champagne Drappier Carte D´Or;
- Champagne Veuve Cliquot Rosé (perfeita harmonia entre acidez e frutas);
- Champagne Dom Perignon;
- Champagne Veuve Cliquot La Grande Dame;
- Champagne Bollinger Special Cuvée Brut (o champane de James Bond).

FIQUE agora com uma frase transcrita no livro dos Kladstrup, atribuída a Lily Bollinger (uma das damas produtoras da região, da famosa "Bollinger" - a preferida do 007):
"BEBO CHAMPAGNE QUANDO ESTOU ALEGRE E QUANDO ESTOU TRISTE. ALGUMAS VEZES, BEBO QUANDO ESTOU SOZINHA. SE ESTOU ACOMPANHADA, CONSIDERO-O OBRIGATÓRIO. BEBO UNS GOLINHOS QUANDO ESTOU COM FOME. FORA ISSO, NÃO TOCO NELE - A NÃO SER, É CLARO, QUE ESTEJA COM SEDE."ÁTE PRÓXIMA