quarta-feira, 27 de abril de 2011

A uva Malbec, ,è o emblema da enologia argentina....




Ao abrirmos uma garrafa de um bom Malbec não nos damos conta o quando ela, e importante para a economia local, do país e o que representa para os inúmeros produtores e trabalhadores rurais.

Tem como berço a cidade de Cahors, sudoeste do país, a mais galo-romana das cidades medievais. Nas encostas do rio Lot estão os vinhedos da Malbec, por lá chamada de Côt Noir ou Auxerrois.

Os romanos já tinham videiras desta uva a qual chamavam de negra de Lot ou tinta de Lot.

Uva de fortes taninos, casca grossa e escura tem um mosto muito tinto. Deve ser muito bem cuidada na vinificação e seus taninos bem domados pelo tempo de hibernação e de barrica, caso contrário difícil de apreciá-la.

Hoje o Malbec argentino serve de porta de entrada para a grande maioria dos consumidores no Brasil. Um em cada dez novos consumidores sabem quem ela é, de onde veio e quais os seus vinhos preferidos feitos com esta uva.

Comigo não foi diferente. Muito Malbec bebi. De um tempo para cá meio que me afastei deles um pouco cansada do estilo tinto retinto e da igualdade no método de produção, mas principalmente porque este estilo de vinho rivaliza com a gastronomia. Fica muito difícil harmonizá-lo a não ser com um assado argentino.

Alguns dias me caiu na mão esta garrafa um Cahors moderno e bem elaborado e pude ver como é diferente seu estilo para os andinos. Digo andinos porque o Chile vem produzindo bons Malbec.


O francês é mais tânico, duro e ácido com mais vocação para a combinação gastronômica. Já os Malbec por aqui mais doces, muita doçura de fruto o que faz com que sejam mais gordos, encorpados e aromáticos.

Cada um ao seu estilo e os dois muito bons. Por fim quero ressaltar que meus Malbec preferidos são os de Salta e Rioja, nordeste da Argentina. Plantados numa altura média bem maior que Mendonza e com mais variação de temperatura entre noite e dia. As frias noites de verão fazem com que a casta tenha mais aromas e trazem ao vinho um estilo mais europeu.

Certo também é dizer que ultimamente tenho apreciado alguns Malbec mais tranquilos mais ao estilo velho mundo, mesmo os de regiões mais quentes nos arredores de Mendonza.

Alèm dos vinho a casta tambèm vem sendo largamente utilizada na cozinha. Aparece no molho de carnes... em bombons... em tortas A Malbec, na maioria das vezes, dà origem a vinhos òbvios, e è possìvel provar dezenas deles, todos iguais. O mercado hoje parece querer vinhos distintos e diferentes, de personalidade. Isso falta â ela.

A Torrontès, por sua vez, vive um bom momento. Os enòlogos estáo entendendo melhor esta cepa branca, que è outra uva emblemàtica da Argentina. Provei vinhos mais leves e frescos feitos com ela, como o Terrazas de los Andes mais vamos fala da torrontès em outras postagem ate a próxima





4 comentários:

  1. Parabéns, ótimo post, muito esclarecedor

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  2. olá , comecei nos vinhos pelos malbecs argentinos e cabernet chilenos e confesso que hoje em dia tenho dificuldades em conseguir encará-los ! atualmente , prefiro os franceses e italianos !

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  3. Querida solange A malbec pode até ser a uva símbolo da Argentina. Mas o malbec mais impressionante que já provei é do Chile. VIU uma grande abraço

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  4. Um brinde às mulheres, cada vez mais engajadas no mundo do vinho.

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