quarta-feira, 27 de julho de 2011

Perfeitamente brasileira

Esta e especialmente para este frio que esta em Belo Horizonte onde o vento gelado da noite faz a curva e para aquecer nada como prepara a brasileiríssima caipirinha

vamos aprender passo a passo primeiro vamos selecionar o limão (o ideal seria o galego, muito difícil de conseguir por ser sazonal), com casca regular, fina e sem marcas, não muito duro e de coloração verde uniforme. Como o limão galego é muito raro, a maioria de nossas caipirinhas é feita com o limão taiti, de sabor mais ácido, mas não raro com mais sumo. Em seguida vem o corte. É preciso retirar fatias finas das duas extremidades dos limões e cortar ao meio no sentido do comprimento. A receita oficial leva limões com casca, mas alguns lugares preferem tirá-la. Eu acredito (e sei que muitos barmen vão concordar comigo) que o óleo da casca do limão perfuma a caipirinha de forma inigualável. O essencial, quer você use seu limão com casca ou sem, é retirar a membrana branca que fica no meio da fruta. Se isso não for feito, ela irá transferir um amargor desagradável para a bebida durante a maceração. Em alguns bares usa-se o limão em fatias muito finas, para que a influência dessa membrana seja insignificante. No entanto, a receita oficial leva um limão cortado em meias rodelas, de meio centímetro, ou em cunhas, então essa película branca tem que ser retirada. Isso feito é colocar no copo onde ela será servida. O mais tradicional é o do tipo old fashioned, o copo baixo de boca larga, com fundo grosso.

Gosto de ser mais generosa com o açúcar do que meu paladar indica. Para um limão de bom sumo, uma colher de sopa. O objetivo é conseguir quase dois dedos de limão, suco e açúcar no fundo do copo antes de colocar a cachaça. O limão, sendo a fruta mais ácida conhecida na natureza, precisa do açúcar para o equilíbrio da bebida. Então, a menos que seus amigos (ou clientes) sejam específicos sobre isso, seja generoso na parte doce. De volta à delicadeza, amasse o limão e o açúcar utilizando um pilão de madeira ou plástico. Não desconte suas tristezas nesse processo, pois seu coquetel vai ficar amargo. Seja vigoroso e sutil. Pare assim que obtiver os dois dedos da mistura no fundo do copo, afinal, isso não é uma limonada suíça e a casca do limão não pode ficar moída. É importante dar atenção redobrada ao destilado que será utilizado, pois o equilíbrio da composição depende das boas qualidades de cada parte: limão suculento, bom açúcar e destilado de qualidade. Para uma caipirinha perfeita, evite as cachaças industrializadas. Aquelas que custam menos de cinco reais a garrafa vão, inevitavelmente, comprometer o resultado de sua bebida. Mas não é necessário utilizar nenhuma cachaça especial, a menos que você conheça o produtor. E também não se utiliza cachaça ouro (ou envelhecida). O ideal é a branca, que preserva o aroma da cana-de-açúcar e a acidez mais marcante. pronto feita caipirinha perfeita



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