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quarta-feira, 17 de agosto de 2011

TODO O CHARME DO VINHO NACIONAL

Os leitores deste blog sabem que ando degustado muitos vinhos brasileiros e alguns de meus amigos sabem que uma 'meia dúzia' de coisas me incomoda muito quando se trata do que deve ser feito para que os vinhos brasileiros tenham mais público e mais espaço nas taças de nossos cidadãos. Já falei aqui em varias postagem sobre os preços dos vinhos nos supermercados, sobre a variedade ridícula de produtos, sobre a dificuldade de encontrar novidades, sobre as cartas de vinhos de nossos restaurantes, que não contemplam vinhos brasileiros e nem ao menos fazem um esforço de conscientização de seus funcionários, quanto mais de seu público.

Mas hoje vou falar de outra coisa.vinhos nacional

Como apreciador de vinho e blogueiro procuro não ter restrições quanto à experimentar novos vinhos, seja de onde vierem., experimentei um RAR Pinoto Noir Colezzione feito nos Campos de Cima da Serra, região de Vacaria/RS, surpreendente, mais hoje vamos fala .aqui dos vinhos da região sul, sabendo que há outras regiões produtoras, mas a grande maioria dos vinhos nacionais são aqui produzidos.

Nossa escancarada vocação, principalmente nas serras gaúcha e catarinense é para espumantes e vinhos brancos. Os espumantes já trilharam um caminho de sucesso internacional, os brancos nem tanto, mas não é por causa da qualidade e sim pela dificuldade na venda. O consumidor nacional tem uma resistência a apreciar brancos. Preferem o espumante ou partem para a cerveja. NÃO SABEM DO QUE ESTÃO A PERDER.

Esta situação impulsiona a produção de tintos. Em primeiro passo na serra gaúcha, depois a catarinense e agora novas fronteiras na linha divisória com o Uruguai e a região centro-sul do estado.

Aqui o esforço e desenvolvimento dos tintos nacionais merece uma salva de palmas. Melhoramos e muito a qualidade dos tintos. Antes leves e despidos de aromas. Agora de médio corpo e aromáticos. Ontem mesmo fiquei curioso (qual o enófilo que não é) com um exemplar de Syrah feito na serra gaúcha. Estou aqui a pensar como ele é.

Mas voltando ao tema, nosso vinho além do injustificável preconceito dos consumidores, digamos mais “entendidos” de vinho, por ser nacional, por lembrar de tantas bombas engarrafadas que bebeu, MAS HOJE A VINHOS MUITO BONS, a exemplo dos portugueses, franceses e italianos que inundaram e inundam nossas prateleiras com bobagens do tipo Mateus, Grão Duque, Bolla, Chianti de péssima qualidade e franceses de duvidosa qualidade. Só que aos estrangeiros deram segunda chance aos nacionais não. E por que? Não sei. Todo vinho merce uma segunda chance.

Penso que os vinhos nacionais são agraciados pela altura, serra gaúcha e, principalmente catarinense o que traz no final da maturação da uva, seus 20 dias finais, um retardamento na maturação fazendo com que a uva adquira mais aromas e cor.

Também os verões não muitos quentes, em face da altura ou chuvas fazem com que os vinhos tenham uma acidez agradável e refrescante, fazendo com que o vinho tenha uma vocação gastronômica que não se vê na maioria dos andinos.

Nos brancos dificilmente abro uma garrafa de nacional e penso este é muito ruim. Os brancos são ótimos, desde o mais simples de garrafão até os trabalhados com carinho.

Claro que nem tudo é tranquilidade. Os problemas que vejo:

1- Os impostos. Mas vamos devagar os impostos são parte do problema. Tem muito produtor nacional que antes do vinho ser produzido já avisa que seu preço será de muitos reais. Isto, para mim é um erro.

2-A resistência do brasileiro em beber brancos e roses. Eu nos meus cursos e degustações combato fortemente esta tendência.

3- Como disse acima, o injustificável preconceito com vinho nacional.

4- A comparação dos nacionais com os chilenos e argentinos. Não se pode comparar grandezas diferentes. Não se pode nem mesmo comparar argentinos com chilenos! Penso que só se pode comparar dois vinhos feitos nas mesmas safras e em regiões muito perto uma da outra. De resto não há como. Jamais um vinho tinto nacional será denso e barricado como os andinos. Enólogos não são mágicos. Estranho que este sentimento de compração não existe quando se trata de espumante. Talvez por aqui somos melhores.

Vamos nos concentrar em deixar de lado preconceitos e apreciar, comprar, conversar e saber um pouco mais da luta deste produtores para lançar no mercado seus vinhos.

Segue o vinho da campanha gaucha

domingo, 13 de fevereiro de 2011

QUAL SERA O MELHOR CAMINHO A SEGUIR QUANDO FOR COMPRAR UM ESPUMANTE?

Quem nunca se sentiu perdida em meio a tantos rótulos A cena é comum nos supermercados e lojas especializadas. Consumidores e vendedores confusos na hora comprar/indicar principalmente os espumante.e dele que vamos fala hoje

Além do gosto pessoal é importante conhecer alguns detalhes que fazem a diferença no final.

Champagne, somente na região demarcada na França, todos os outros são espumantes. Os mestres do marketing, os americanos, a chamam de sparkling wine, vinho que solta flashes of light.

O vinho base do espumante é mais ácido e menos doce que o normal, pois irá sofrer nova fermentação. Assim normalmente o vinho base provem de regiões mais frias, na Itália, ao nordeste – Vêneto (Prosecco), Franciacorta, na Lombardia, com os espumantes tradicionais e os Asti, do Piemonte. Na França, além da demarcada região do Champagne tem a Alsácia, Loire, Borgonha, enfim, regiões frias. Portugal, Varosa. Espanha com as Cavas, da Catalunha. No Brasil, por ter condições ideais a serra gaúcha está inserida no mapa mundial deste tipo de vinho.

Prosecco não é tipo de espumante, mas sim a casta utilizada para fabricá-lo.

Cava é um tipo de espumante produzido somente em Barcelona, Espanha, com castas locais.

Pode-se produzir o espumante por dois métodos, o Charmat e o Champenoise, levando em conta que o espumante deve, necessariamente, sofrer uma segunda fermentação na garrafa ou em tanques de inox.

O método Charmat consiste na segunda fermentação em tanques de inox com controle de temperatura, assim existe visivel redução de custo, infelizmente, também, de qualidade, prefira, se o bolso permitir, comprar um champenoise.

No métoido tradicional ou Champenoise a segunda fermentação ocorre na própria garrafa. Mais caro mas mantém a qualidade do espumante por uma dezena de anos.

Quando produzidas no método champenoise, as garrafas são postas com inclinação de gargalo para baixo e giradas um quarto de volta por dia. Ao final do período necessário, forma-se na ponta acúmulo das leveduras. O gargalo é congelado e as borras são retiradas. O espaço é preenchido com o licor de expedição para completar a garrafa.

Agora é que os caminhos serão definidos. O licor de expedição, no caso dos Champenoise ou a pura adição de açúcar nos Charmat, em quantidades que variam na legislação de cada país.

No Brasil.

DOCE: Igual ou superior a 60 gl de açúcar.

DEMI-SEC MEIO DOCE: De 20 a 60 gl de açúcar.

SEC – SECO: Entre 15 a 20 gl de açúcar.

BRUT: Entre 8 e 15 gl de açúcar.

EXTRA-BRUT: Entre 3 e 8 gl de açúcar.

NATURE: De 0 a 3 gl de açúcar.

Bem agora é só escolher o caminho que quer seguir. Eu gosto dos extra-brut.

Cuidado que cada país tem a sua legislação em relação à quantidade de açúcar adicionado.