segunda-feira, 6 de setembro de 2010

IMPRESSÕES SOBRE A DEGUSTAÇÃO – HERDADE MONTE DA CAL – JOVEM AINDA


Estamos diante de um belíssimo vinho alentejano feito, baiscamente com castas nativas, Trincadeira e Alicante Bouschet. Um vinho ainda jovem, mesmo sendo safra 2005. Tal como um adolescente,um pouco desajeitado, força excessiva, uma certa acidez demasiada, uma certa dureza que não condiz com a elegância na qual se tornará ese vinho.
Certeamente deve passar por mais uns três a quatro anos de garrafa, aí sim estará em seu esplendor.
Cor vermelho rubi, sem arroxeados na borda, portanto indicando um vinho que certemante evoluirá na garrafa, nariz herbáceo e mineral, na boca força,vigor, acidez refrescante e algo de geleia e compota. Retrogosto prolongado.
Importante destacar que a Trincadeira, também chamada no Douro de Tinta Amarela, precisa de muito calor para desenvolver seu potencial, por isto é uma das castas tradicionais de Alentejo. Mas como tinha dito precisam de tempo de garrafa para que possam dizer ao mundo porque vieram. Quando “envelhecidas” na garrafa, desenvolvem espciarias, como nozes, cravo e pimenta.
Me lembrei deste vinho com bom lombinho de porco com molho de ameixas e damasco.
Portanto, tal como os relógio de Salvador Dali da foto, deve-se deixar o tempo agir sobre este vinho. Certamente este mostrou todo o seu potencial,mesmo jovem.

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