
Muitos comentam que não gostam de vinho que amarra, seca, pega, na boca ou que dá aquela sensação de veludo na boca. Pois bem, este é o tanino, presente no vinho.
Sempre que falo de tanino já aviso que é aquela sensação de comer banana verde, algo marrento e que pega na boca.
Em termos químicos tanino é um fenol. Em termos de natureza ele está presente em todos os frutos verdes, nas sementes, no caule e cabinhos. Serve de proteção à planta e aos seus frutos, quando ainda verdes.
Em termos de vinho, afora as partes verdes , em geral, não vinificadas, estão presentes na casca das uvas. Os tintos têm muito mais taninos que os brancos. E entre as tintas, as mais conhecidamente tânicas, são a Baga (da Bairrada em Portugal), a Tannat (natural de Cahors- França, mas atingindo seu ápice no Uruguai). E as menos tânicas, Pinot Noir e a Gammay , dos Beaujolais.
No processo de vinificação existem várias técnicas que amenizam, arredondam e integram os taninos ao vinho. Mas, dependendo da qualidade das uvas e do tipo de vinificação, por vezes o tanino encontra-se muito presente, algo como verde e marcante, que incomoda bastante.
Uma combinação interessante para harmonizar com vinhos assim é um prato com gordura, algo como carne de panela, carne assada, algo neste giro.
Quando bem integrados ao vinho dão a este sensações únicas de estrutura, vitalidade, força e juventude. Vinhos que ocupam a boca e dão sensações inesquecíveis.
Os bons chilenos e argentinos são mestres nesta área.







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