. A verdade é que conheço muito pouco sobre os vinhos da África do Sul. Espero, nos próximos dias, poder diminuir um pouco essa ignorância indevida
Falando em vinhos a África do Sul é um país abençoado. Toda a região vinícola de importância internacional está na Cidade do Cabo, regiões como Constantia, Stellenbosch, Paarl e mais recentemente Elm.
Estes vinhedos são plantados entre os paralelos 30 e 35 os mesmos da melhores regiões vínicas da Austrália, Argentina, Brasil, Uruguai e Chile, portanto terra de bons vinhos.
A acidentada geografia onde estão os vinhedos criam vários micro-climas o que favorece a produção de diferentes vinhos com a mesma uva mesmo com os vinhedos perto um do outro. É o tal de terroir que tanto falamos.
As principais castas são a Chenin Blanc, esta para mim o que a África do Sul produz de melhor, Sauvignon Blanc, Chardonnay, nas brancas.
Nas tintas, a Pinotage, tida por muitos como a casta ícone deste país, na verdade é um cruzamento entre a Pinot Noir e a Hermitage (nossa velha conhecida Cinsault, uma das rainhas do mediterrâneo e base de grandes roses no sul da França), plantam também, Cabernet Sauvignon, Syrah, Pinot Noir, Cabernet Franc e Merlot, para ficarmos apenas nas mais conhecidas.
Um outro detalhe é o estilo de vinificação. Dos que eu experimentei os vinhos são produzidos ao estilo velho mundo, tintos mais elegantes, menos frutados, mais sóbrios. E os brancos mais delicados, minerais e com aromas mais herbáceos. Diferente do novo mundo onde os tintos são quase tintos retintos carregados de frutas e doçura com um fundo de madeira bem explícitos e os brancos mais frutados, doces (da própria fruta) e puxados para o mel.
Portanto nas próximas postagem vamos conhecer as regiões produtoras, suas localização, geografia, clima, uvas principais, seus vinhos e sua história.







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