segunda-feira, 6 de setembro de 2010

ESTREMADURA –DA MISSA Á MESA


Além deste exuberante palácio Pena em Sintra a Estremadura possui vinhos sob forte influência climática do oceano Atlântico.
Tem nove Denominações de Origem: Colares, Carcavelos e Bucelas, Alenquer, Arruda, Torres Vedras, Lourinhã, Óbidos e Encostas d’Aire. Vejam no mapa do post anterior Todas regiões muito perto de Lisboa, algumas como Bucelas, pode-se dizer que é região metropolitana da capital.
O clima sofre forte influência marítima, dando o ritmo nos verões e invernos, desta maneira, pela proximidade do mar temos verões não tão quentes e invernos mais amenos, o que de certa forma não temos vinhos muito extremados, isto é, tintos muito encorpados e alcoólicos ou brancos mais ao estilo de outono, mais densos e menos ácidos.
Os tintos em geral são de médio corpo com acidez marcante e os brancos leves, citrinos e com acidez firme.
Como basicamente todas as regiões da Europa onde o local não despontava para vinhos muito afamados, produzia-se muita quantidade e pouca qualidade, hoje, a situação inverteu-se, uma revolução silenciosa tomou conta desta regiões, por assim dizer, menos propícias aos vinhos estremes e caros, erradicaram-se métodos vinícolas voltados para a produção de vinhos baratos e em quantidades industriais, os chamados vinhos populares, para dar lugar a vinhos mais elaborados e de melhor qualidade. E PRINCIPALMENTE ELEVANDO A CASTA LOCAL NAS ALTURAS PRODUZINDO VINHOS SINGULARES.
SEGREDO: Sempre que posso compro vinhos de regiões menos famosas, como Estremadura, Terras do Sado, Jumilla (Espanha), Côtes Du Ventoux e Orange, Rhône Sul, França, Córsega, Sardenha, enfim regiões que como dito melhoraram e muito seus vinhos, sem preços exorbitantes, até o Robert Parker gostar, aí tudo muda, infelizmente.
O esforço não foi em vão, ao dedicar-se as castas mais nobres, tanto de Portugal, como as chamadas internacionais, Cabernet Sauvignon, Merlot, Chardonnay, etc, no início da década de 90, recebeu o registro de, Vinho Regional da Estremadura.
As regiões de Colares, Carcavelos e Bucelas, antes excelentes produtoras e exportadoras de vinhos para a Inglaterra no século 18, hoje têm praticamente um interesse histórico, Bucelas, por exemplo, com o crescimento de Lisboa, suas vinhas foram erradicadas ficando apenas a história para contar.
O melhor da região e por isto vem recebendo grande incentivo e melhorias é a região central da Estremadura, Óbidos, Arruda, Torres Vedras e Alenquer.
As castgas mais utilizadas são: Tintos; Castelão, a Aragones, Touriga Nacional e a Trincadeira. Nas uvas internacionais, Cabernet Sauvignon e a Syrah.
Brancos; As castas nativas, Arinto e Fernão Pires (Maria Gomes), e das internacionais, principalmente a Chardonnay.
É legal dizer que a origem do nome Estremadura deve-se a reconquista dos cristãos de suas terras, expulsando os mouros que ali viveram mais de 100 anos, portanto o nome em latim extrema durri ou extremos do Douro foi se alargando e após a expulsão dos árabes é como ficou conhecida esta região de Portugal.
Fiquem com o vídeo da região da Estremadura QUE E SIMPLESMENTE MARAVILHOSA.

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