Bem falar da Bairrada, é falar, inevitavelmente da casta Baga. Tânica como a Tannat, manhosa como Pinot Noir, temperamental como só ela, pois pode produzir o que há de melhor e de pior em termos de vinho. Eu sou fã incondicional desta casta, além do que, fora da Bairrada desconheço se produz algo semelhante ao razoável.
Na Bairrada, outrora região um tanto desacreditada, até mesmo para os portugueses, por razões culturais, polítcas e legislativas, hoje vive outra época. Para a surpresa de muitos, grandes empresas lá se instalaram, unindo-se a produtores tradicionais da região e hoje, modernizada e energizada pelas variedades internacionais, como a Chardonnay e a Pinot Noir, a Bairrada vive um grande momento.
Sua proximidade com o oceano traz para estas paragens o frescor noturno tão procurado nos dias quentes de verão, ajudando e em muito uma maturação lenta e saudável da uva.
Região de grandes produtores, como Luis Pato, Campolargo, Dão Sul, hoje Global Wines, entre outros.
A Baga é uma casta que tem vocação para a garrafa, isto é, para estagiar por tempo prolongado, desta maneira os agressivos taninos sofrem uma transformação passando a elegantes e suaves, transformando-se num vinho ímpar.
É, por fim, o companheiro inseparável para o famoso leitão da Bairrada.
Fiquem com este vídeo de um produtor da Bairrada, Colinas de São Lourenço.







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